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Articles by Daniela Nunes
Fedorov, Zelensky e o fantasma das eleições
A discussão em torno do estado de saúde da democracia ucraniana em tempo de guerra tem motivado um debate altamente pautado por uma tentação para uma falsa simetria que opõe aqueles que acreditam que eleições são necessárias e aqueles que invocam a guerra para as adiar. Mas este não me parece o ponto de partida ideal, nem o mais justo, para um debate ponderado acerca da vitalidade (ou debilidade) democrática da Ucrânia. Habitualmente, as conclusões guardam-se para as últimas linhas.
Iran war: Saudi Arabia joins US attacks
In Expresso, political scientist Daniela Nunes explains why it is unlikely that the war will end anytime soon: “The war is still raging, but its character has changed. It can no longer be measured in terms of territory conquered, destruction wrought or proven military superiority. It can be measured above all by the ability of the warring parties to extract political gain from the conflict, which neither of them is able to end nor, for different reasons, seems really interested in ending.
EUA vs Irão: quem ganha com a guerra intermitente?
Para regimes desta natureza, sobreviver é muitas vezes mais importante do que vencer. A continuidade do próprio regime constitui o objetivo estratégico fundamental, subordinando a esse desígnio quase todas as restantes prioridades. Nesse contexto, a guerra intermitente oferece a Teerão uma oportunidade inesperada.
Chernobyl (1986-2026)
Há datas que não se limitam a marcar o calendário, reorganizam-no. O dia 26 de abril de 1986 é uma dessas raras fronteiras históricas. Uma fronteira que marca o antes e o depois de Chernobyl. Para o mundo, este foi o dia em que a promessa tecnológica soviética revelou da forma mais brutal possível as suas fragilidades e deficiências. Para Mikhail Gorbatchov, então líder da União Soviética, foi muito mais do que um desastre nuclear.
Chernobyl (1986-2026)
Há datas que não se limitam a marcar o calendário, reorganizam-no. O dia 26 de abril de 1986 é uma dessas raras fronteiras históricas. Uma fronteira que marca o antes e o depois de Chernobyl. Para o mundo, este foi o dia em que a promessa tecnológica soviética revelou da forma mais brutal possível as suas fragilidades e deficiências. Para Mikhail Gorbatchov, então líder da União Soviética, foi muito mais do que um desastre nuclear.
Eleições na Bulgária empatam destino europeu
Uma semana depois do entusiasmo em Budapeste, Sófia devolve a Europa à sua realidade mais natural e complexa: a dos equilíbrios frágeis dos países pertencentes ao espaço pós-soviético Há justamente uma semana, a Europa experienciou uma onda de entusiasmo que foi difícil de disfarçar.
Eleições na Bulgária empatam destino europeu
Há justamente uma semana, a Europa experienciou uma onda de entusiasmo que foi difícil de disfarçar. A derrota de Viktor Orbán na Hungria parecia anunciar um reequilíbrio político no interior da União Europeia, ou uma correção de trajetória num espaço que, nos últimos anos, se habituou a lidar com focos internos de dissonância. Foi muito tentador, principalmente entre os mais crentes no projeto europeu, ler este resultado eleitoral como o início de uma tendência.
Eleições na Bulgária empatam destino europeu
Há justamente uma semana, a Europa experienciou uma onda de entusiasmo que foi difícil de disfarçar. A derrota de Viktor Orbán na Hungria parecia anunciar um reequilíbrio político no interior da União Europeia, ou uma correção de trajetória num espaço que, nos últimos anos, se habituou a lidar com focos internos de dissonância. Foi muito tentador, principalmente entre os mais crentes no projeto europeu, ler este resultado eleitoral como o início de uma tendência.
A incógnita das eleições na Hungria
Foi tentadora a ideia de escrever sobre o imediatismo destas eleições húngaras. Todos procuramos respostas para as dúvidas criadas pela derrota de Viktor Orbán, depois de 16 anos no poder na Hungria. Desde o impacto que esta derrota terá na União Europeia, aos seus efeitos na coesão europeia em tempo de guerra na Ucrânia, e às implicações estratégicas de uma Budapeste menos propensa ao bloqueio em Bruxelas.
A incógnita das eleições na Hungria
Foi tentadora a ideia de escrever sobre o imediatismo destas eleições húngaras. Todos procuramos respostas para as dúvidas criadas pela derrota de Viktor Orbán, depois de 16 anos no poder na Hungria. Desde o impacto que esta derrota terá na União Europeia, aos seus efeitos na coesão europeia em tempo de guerra na Ucrânia, e às implicações estratégicas de uma Budapeste menos propensa ao bloqueio em Bruxelas.
Quem quer guerra com o Irão?
Começar uma guerra com o Irão pode ter sido uma opção relativamente simples para Trump, mas sair dela reputacional e eleitoralmente ileso está a tornar-se um dilema cada vez mais intrincado Há guerras inevitáveis e há guerras escolhidas. A distinção, embora nem sempre evidente no momento em que os acontecimentos se precipitam, torna-se mais clara à medida que o custo humano, político e económico se acumula.
Quem quer guerra com o Irão?
Há guerras inevitáveis e há guerras escolhidas. A distinção, embora nem sempre evidente no momento em que os acontecimentos se precipitam, torna-se mais clara à medida que o custo humano, político e económico se acumula. A atual escalada entre os Estados Unidos e o Irão parece, aos olhos de uma parte significativa da opinião pública americana, pertencer à segunda categoria.
Quem quer guerra com o Irão?
Há guerras inevitáveis e há guerras escolhidas. A distinção, embora nem sempre evidente no momento em que os acontecimentos se precipitam, torna-se mais clara à medida que o custo humano, político e económico se acumula. A atual escalada entre os Estados Unidos e o Irão parece, aos olhos de uma parte significativa da opinião pública americana, pertencer à segunda categoria.
Ucrânia e o motivo por que ainda não temos paz
Nunca fez sentido, sem ser para os russos, chamar “operação militar especial” à invasão russa da Ucrânia, de 24 de fevereiro de 2022. Mas hoje, 4 anos volvidos, esta inverdade geopolítica torna-se ainda mais absurda. Como é que se pode encarar um conflito tão prolongado e desgastante, com impactos estruturais na arquitetura de segurança europeia, na economia global e na própria natureza da guerra convencional no século XXI, como uma “operação”?
O Holodomor em perspetiva
Na Ucrânia, o Holodomor está impresso na memória de todos aqueles que, por via das gerações, continuam ligados a um dos períodos mais atrozes da História. É, por isso, lembrado por todos, todos os dias. Mas o mês de novembro é a altura do ano em que esta tragédia política e humana é especialmente assinalada e debatida, na Ucrânia e no mundo, para que não seja esquecida, branqueada e, menos ainda, repetida. O Holodomor não foi uma calamidade natural.
O Holodomor em perspetiva
Na Ucrânia, o Holodomor está impresso na memória de todos aqueles que, por via das gerações, continuam ligados a um dos períodos mais atrozes da História. É, por isso, lembrado por todos, todos os dias. Mas o mês de novembro é a altura do ano em que esta tragédia política e humana é especialmente assinalada e debatida, na Ucrânia e no mundo, para que não seja esquecida, branqueada e, menos ainda, repetida. O Holodomor não foi uma calamidade natural.
A guerra como estrutura: 2 anos do 7 de outubro
Estamos hoje num ponto de inflexão estrutural que distancia a dinâmica de conflitualidade que opõe Israel e o Hamas daquilo que começou por caraterizá-la, desde 7 de outubro de 2023. A violência que irrompeu nesse dia deixou de ser episódica e transitória, assumindo uma forma de existência contínua, na qual a guerra não é apenas o instrumento da política, mas o próprio enquadramento dentro do qual se organiza a política, a identidade coletiva e até a narrativa regional de todo o Médio Oriente.
O jogo psicológico de Moscovo
Nas últimas semanas, a escalada de incidentes militares e provocatórios protagonizados pelas Rússia junto às fronteiras da NATO voltou a colocar a Europa perante um dilema complexo: como reagir a gestos que não constituem em si mesmos uma guerra aberta, mas que carregam implicações profundas para a segurança coletiva da Aliança Atlântica?
O jogo psicológico de Moscovo
Nas últimas semanas, a escalada de incidentes militares e provocatórios protagonizados pelas Rússia junto às fronteiras da NATO voltou a colocar a Europa perante um dilema complexo: como reagir a gestos que não constituem em si mesmos uma guerra aberta, mas que carregam implicações profundas para a segurança coletiva da Aliança Atlântica?
Que paz para a Ucrânia?
(Ainda) é preciso ser-se muito claro quando se aborda este conflito, dizendo o que parece quase patético de tão óbvio que é: a guerra russo-ucraniana é uma guerra de agressão, no contexto da qual só há um agressor, a Rússia, e uma potência a lutar pela sua sobrevivência, a Ucrânia. Qualquer discussão em torno da paz deve partir deste pressuposto básico, mas muito relevante legal, política e moralmente. Volvidos mais de três anos, a guerra não oferece sinais de conclusão.
10 pontos para... Zelensky
A desgraça externa une internamente. A máxima política é antiga, mas a sua tradução prática não podia ser mais atual. Quando acontece uma catástrofe, natural ou humana, como uma guerra, por exemplo, e cujas razões fogem ao controlo de um governo ou de uma sociedade, geralmente, assiste-se a um fenómeno de união e sentido patriótico muito mais apurados do que em circunstâncias ditas normais. Foi assim nas duas Grandes Guerras, como noutras, e é assim sempre que um desastre atormenta um povo.
Trump, o destruidor
Entre as muitas novidades trazidas pela nova administração Trump na Casa Branca, algumas das mais chocantes, para além de preocupantes, dizem respeito à política externa norte-americana – ou talvez seja mais rigoroso chamar-lhe “nova política externa norte-americana”, tendo em conta a triste quebra do legado do país numa série de domínios internacionais que esta administração rapidamente veio a personificar.
Explorando a interligação entre liderança espiritual e local de trabalho sustentável: uma discussão conceitual
Ayuda Buscar en la ayuda Buscar en la ayuda Explorando a interligação entre liderança espiritual e local de trabalho sustentável: uma discussão conceitual Pardo, Marcela [1] ; Ghedine, Tatiana [2] ; Nunes, Daniela [3] [1] Universidade do Vale do Itajaí, Programa de Mestrado em Administração, Itajaí, SC, Brazil [2] Universidade do Vale do Itajaí, Programa de Mestrado em Administração, Itajaí, Santa Catarina, Brazil [3] Universidade do Vale do Itajaí, Programa de Mestrado Profissional em...
A fuga de Bashar ou o abalo de Vladimir
Damasco foi tomada no passado dia 8 pelos grupos rebeldes na Síria, hostis a um governo de espécie quase dinástica, de apelido al-Assad. Como a capital, outras cidades, mais pequenas e politicamente menos significativas, foram dominadas pelos mesmos grupos rebeldes dias antes da queda do regime. Era o início do fim de meio século de poder dos al-Assad no país.
Os satélites de Putin
Para mal dos pecados de um jovem membro do KGB na República Democrática Alemã do final da década de 1980, o colapso do bloco soviético encetou na antiga Europa de Leste uma deriva sociopolítica inequivocamente europeísta e pró-Ocidental. Volvidos mais de 30 anos, esse jovem, num ditador nacionalista tornado, toma hoje a dianteira de um processo de revisão histórica e geográfica daquele tempo que ele recorda nostalgicamente e cuja implosão apelida como tendo sido a maior catástrofe do século XX.
A vénia da vergonha ou a vénia necessária?
Os mais rigorosos dirão que Guterres colocou em causa o estatuto apaziguador e de isenção das Nações Unidas, atentando contra um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional e oferecendo a um déspota razões para crer que as instituições do mundo livre o credibilizam. Os mais pacifistas entenderão que esta viagem foi um ato corajoso e nobre, de quem está realmente interessado em alcançar a paz, nem que para isso tenha de apertar a mão ao dito déspota.
Vitória: o plano da Ucrânia
Que plano é este? Durante dias e semanas ouvimos falar de um plano de vitória sem saber quase nada sobre ele, para além do nome, que deu que falar (não deveria chamar-se plano para a paz?) Depois do fomento de uma expectativa tão grande em torno de um plano que parecia ser também ele tão grandioso, finalmente ficámos a conhecê-lo e aqui vamos explorá-lo. É preciso começar por dizer que, em bom rigor, quase nada neste plano é integralmente novo.
Na wishlist de Putin
É quase involuntária a tendência que coloca a guerra russo-ucraniana no epicentro do debate acerca da ameaça russa à ordem mundial liberal. Essa tendência não é falaciosa, tão pouco está em desconformidade com a realidade, quer temporal, quer geograficamente falando. De facto, é esta guerra o expoente máximo de uma demonstração real e palpável das intenções expansionistas e revisionistas de Vladimir Putin.
As ex-colónias entre as reparações de Marcelo e as intenções de Putin
A invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022 tem vindo a proporcionar várias e infelizes revisitações ao passado e, muito concretamente, ao período da Guerra Fria. Do regresso à sensação de um mundo dividido em dois blocos, ao uso do trunfo nuclear como elemento discursivo de dissuasão, estamos hoje inequivocamente mais próximos daquela época em que americanos e soviéticos disputavam a dianteira da corrida ideológica, militar e tecnológica no mundo.
A Última Fronteira: quando a geografia trai a humanidade
A Última Fronteira. A capa deste livro, em fevereiro passado lançado, denuncia com honestidade o conteúdo das 343 páginas que se lhe seguem. Um pequeno barco no meio do mar. Muitas pessoas, excesso delas, dentro desse barco. Outras dentro de água, de braços levantados, como quem pede socorro. Trata-se, é claro, de uma obra sobre a dramática sina dos refugiados. O autor desta obra, André Carvalho Ramos, é um jornalista português, nacional e internacionalmente reconhecido.
Putin é o novo Estaline?
Os resultados das últimas eleições presidenciais russas confirmam, sem surpresa, um conjunto de tendências conhecidas de todos nós. Mas uma delas está a dominar especialmente o debate entre analistas e comentadores: Putin quer ser o novo Estaline? A tentativa de recuperar um projeto imperialista e de regressar a um período histórico que remonta à era soviética e, em particular, ao Estalinismo, é inequívoca.
Em tempo de (economia de) guerra, não se hasteiam bandeiras brancas
No dia 9 de março, o Papa Francisco deu uma entrevista ao Corriere della Sera que alimentou um debate controverso acerca do seu posicionamento no respeitante à guerra na Ucrânia. Questionado acerca da possibilidade de resolução do conflito, o Santo Padre apelou a um hastear de bandeira branca por parte da Ucrânia, gerando uma onda de indignação justificada pela forma como, intencionalmente ou não, Francisco pareceu colocar uma espécie de ónus da responsabilidade na liderança ucraniana.
Ucrânia: 2 anos de guerra
A anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 provou, por um lado, qual é a interpretação histórica de Putin acerca da mãe-Rússia e criou, por outro, uma ilusão ocidental sobre o que o líder russo estaria disposto a fazer para ver concretizada essa interpretação no moderno e, pensava-se, civilizado século XXI. Em 2022, essa ilusão provou-se fatal.
Two-year annniversary of war on Ukraine: what now?
26 February 2024 At least 10,000 dead Ukrainian civilians, 6.5 million refugees and 3.7 million displaced persons within Ukraine, according to the UN. These are the tragic statistics of Russia's full-scale invasion of Ukraine on 24 February 2022. On top of that, estimates put the number of soldiers killed in action in the hundreds of thousands; Zelensky recently spoke of 31,000. What should the next steps be in the war? Europe's press weighs up the current situation and looks to the future.
Senhor Trump: isto não é um leilão!
O fim de semana de 10 e 11 de fevereiro veio atualizar a originalidade dos comentários públicos de Trump, geralmente excêntricos no mau sentido do termo. E, embora esta excentricidade já não constitua novidade para nenhum de nós, é bom recordar que não nos devemos habituar a ela. O principal perigo associado aos devaneios de um homem que arrisca ser o mais importante do mundo a partir de novembro deste ano, é que esses devaneios já não nos surpreendam.
Ucranianos: “não se preocupem”
O título é inspirado nas palavras de Joseph Borrell, no dia em que se reuniram em Bruxelas os Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia e outras figuras. A Ucrânia esteve no centro do debate, mas não esteve sozinha. O deflagrar da guerra no Médio Oriente, há quase quatro meses, retirou aos ucranianos o protagonismo mediático que os colocava na dianteira das agendas nacionais e internacionais.
Leitura em dia: sugestões para o Natal
1. O Povo é Imortal, de Vassili Grossman (D. Quixote, setembro 2023) Vassili Grossman foi um escritor e jornalista ucraniano, nascido em 1905, quando a Ucrânia ainda era parte do Gigante Russo. Não presenteio certamente os leitores com nenhuma novidade, tendo em conta o tempo e o espaço, se disser que Grossman foi mais um dos grandes intelectuais do século XX a quem o pulso vermelho e pesado do KGB castrou o trabalho, a criatividade e, pior, os relatos da verdade.
Putin vai ou não invadir NATO?
Em Washington, Joe Biden tem enfrentado cisões e sentimentos heterógenos no que concerne à viabilidade da continuidade do apoio norte-americano ao esforço de guerra ucraniano. No Congresso, os republicanos mostram-se especialmente descrentes acerca desta viabilidade e estão a investir num posicionamento oposto àquele que tem sido o habitual e reiterado pela administração Biden. Para o Presidente americano, a necessidade de continuar a ajudar a Ucrânia é inequívoca e fundamental.
Relevant Aspects in the Development of Electrochemical Aptasensors for the Determination of Antibiotics-A Review
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O que é o Artigo 99.º da Carta das Nações Unidas?
Na véspera do dia em que se assinalaram dois meses de guerra no Médio Oriente, um “ponto de rutura” – para usar a linguagem do próprio – conduziu António Guterres a fazer um apelo forte, sustentando por uma das suas prerrogativas mais fortes também.
Development and Characterization of Conductive Ink Composed of Graphite and Carbon Black for Application in Printed Electrodes
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Leitura em dia: uma agenda pela Ucrânia
1. A Mais Breve História da Ucrânia, de José Milhazes e Vladimir Dolin (D. Quixote, outubro 2023) Os autores deste livro não são apenas duas pessoas academicamente aptas para escrever uma história da ou sobre a Ucrânia. Milhazes e Dolin são duas autoridades realmente conhecedoras desta história, porque, cada um à sua maneira, fazem parte dela. Milhazes emigrou para a antiga União Soviética em 1977. Conheceu a Ucrânia quando ela ainda era uma das quinze repúblicas socialistas soviéticas.
Conflito Israelo-Palestiniano: principais obstáculos à paz e paradigmas de resolução históricos
Uma reflexão acerca das possíveis soluções para este conflito deve, em primeiro lugar, partir de uma definição clara dos seus principais obstáculos. 1 - A questão fronteiriça coloca em cima da mesa a dúvida que é provavelmente a mais premente no contexto de toda a problemática israelo-palestiniana: que definição exata de fronteiras é a ideal para a promoção da paz nesta região?
Eslováquia: 5 pontos para compreender as eleições (e os riscos para a UE e a Ucrânia)
1 A História Para os que bem se recordam do período anterior à queda do Muro de Berlim, o termo “Checoslováquia” soa familiar. A Checoslováquia foi uma das concretizações político-territoriais saídas do fim da Primeira Guerra Mundial e do tempo dos domínios imperiais, neste caso concreto, do Império Austro-Húngaro.
Leitura em dia: três recomendações para ajudar a ler a guerra de hoje
1. A Mais Breve História da Guerra, de Gwynne Dyer (Presença, julho 2023) Este não é um livro sobre a guerra na Ucrânia, mas é nela que culmina. Também não é um livro sobre guerras mundiais, mas por elas passa. No fundo, este não é um livro sobre guerra nenhuma. Trata-se de uma obra acerca do mais antigo fenómeno paradigmático a opor duas (ou mais) comunidades, grupos, nações: a guerra.
Nagorno-Karabakh: como a História levou à crise atual
Como acontece com quase todos os conflitos, explicar o que se passa na região do Nagorno-Karabakh poderia fazer-nos recuar vários séculos na História, até às raízes ancestrais do problema. Para compreender o essencial, porém, só precisamos de começar pelo final da Primeira Guerra Mundial, que ditou o colapso da Era dos Impérios – como a batizou o historiador Eric Hobsbawm.
Obrigada, Gorbi!
1. Mikhail Sergeievich Gorbatchov – Misha para os amigos, Gorbi para os fãs – nasceu a 2 de março de 1931. A data não é particularmente especial, a não ser pelo facto de ele ter sido o primeiro e único líder soviético a nascer no pós-1917. A sua geração não era a de Brezhnev, nem sequer a de Krushchev, muito menos a de Estaline ou a de Lenine. Para todos estes, o período revolucionário estava vivo no sangue, nas mãos ou nas memórias. 2. As origens de Gorbatchov são russo-ucranianas.
A Guerra: onde está e para onde vai
A insurreição encabeçada por Yevgeny Prigozhin no passado mês de junho pode ter levado a crer que a Rússia seria capaz de se minar autonomamente, naquele que é o seu próprio esforço de guerra contra a Ucrânia. Mas uma análise prudente e cautelosa, a somar ao abrandamento dos ânimos dias após a revolta do Grupo Wagner, prova que não se deve lançar foguetes antes do fim da festa.
O inimigo que vem de dentro: Putin vs Prigozhin
A revolta do líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, veio confirmar um velho princípio político, várias vezes ilustrado pela História: o triunfo exterior traz prosperidade interior; o insucesso traz instabilidade, insatisfação, questionamento. Podemos estar perante o brotar deste questionamento na Rússia, mas não podemos ter a certeza sobre onde ele conduzirá. Isso dependerá em grande medida de uma só figura central: Vladimir Putin.
O que se passa no Kosovo?
1 Herança Jugoslava “Jugoslávia” é o nome resultante da contração dos termos eslavos “jug” (sul) e “slaveni” (eslavos). Quer dizer: “terra dos eslavos do sul”. Apesar de formalmente nascida no ano de 1929, a ideia de uma Jugoslávia enquanto Estado único de todos os eslavos do sul remonta ao século XIX e ao Movimento Ilírio (ou Ilirismo), cujo principal desígnio era o de unir os povos eslavos do sul subjugados aos domínios Austro-Húngaro e Turco-Otomano.
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