Is this you? As a journalist, you can create a free Muck Rack account to customize your profile, list your contact preferences, and upload a portfolio of your best work.
Claim your profile
Articles by Francisco Petros
Eleições: A civilização será decidida nas urnas
As ruas da Europa, neste outubro, parecem desmentir uma antiga presunção de segurança. Em Paris, manifestações contra a carestia e a deterioração dos serviços públicos terminaram, em parte, em incêndios e confrontos com a polícia. Em Lisboa, a indignação é mais silenciosa e talvez mais reveladora: uma geração empregada descobre que o salário já não lhe assegura uma moradia na cidade em que trabalha.
Na hora de escolher, o maior perigo é o cansaço
Há eleições que substituem governantes. Outras alteram o curso das instituições, modificam as relações entre o Estado e a sociedade e deixam consequências que ultrapassam largamente o mandato dos vencedores. O primeiro turno das eleições brasileiras de 2026 parece pertencer a essa segunda categoria.
A política que perdeu o país
"O futuro da humanidade permanece indeterminado, porque depende dela própria." (Henri Bergson em "Duas Fontes da moral e da religião", 1932) Todo escândalo tem uma primeira vida, feita de fatos, documentos, depoimentos, versões que se chocam e responsabilidades que ainda precisam ser provadas. Alguns destes, porém, adquirem uma segunda vida: deixam de ser apenas episódios e passam a expelir um odor desagradável sobre a estrutura que os tornou possíveis. O caso Master chegou a esse ponto.
As ruínas invisíveis da República
“Vi que não era mais possível ignorar os fatos, e apesar de ainda não ter decidido onde isso vai terminar, me parece que, de qualquer modo, em vez de ficar calado, é melhor que eu me abra e conte a história” S. Yizhar (1916-2006) em “A História de Hirbet Hiz’A. A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal de 15 de setembro de 2026 deveria produzir uma decisão sobre uma questão que, por si só, seria excepcional: a possibilidade de investigação criminal de um integrante da própria Corte.
Brilho eterno de um Brasil sem memória
Há filmes que contam uma história e filmes que oferecem a uma sociedade o seu espelho. "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004), de Michel Gondry, Charlie Kaufman e Pierre Bismuth, pertence à segunda espécie. Depois do fracasso amoroso, Clementine apaga Joel da memória; ferido, ele se submete ao mesmo procedimento. A clínica chama-se Lacuna - nome perfeito demais para ser inocente. Ela não cura a dor, não reconstrói a experiência, não reconcilia.
Eleições: Um país adiado, de novo?
Desde 16 de agosto o país voltou a ouvir a própria voz em forma de jingle, e no dia 4 de outubro saberá quem administrará o Brasil a partir de 2027. Há uma comédia discreta nesse arranjo: a urna tem calendário, o país tem destino, e os dois quase nunca coincidem.
Eleições 2026: O Brasil precisa escolher-se
O Brasil é um país que aprendeu a interpretar-se antes de aprender a decidir-se. Produziu diagnósticos monumentais sobre suas origens, seus vícios, suas promessas, sua desigualdade, sua cordialidade e sua violência; converteu o autoconhecimento quase numa especialidade nacional. A inteligência brasileira nunca foi escassa. Escassa tem sido outra coisa, menos brilhante e mais penosa: a passagem da inteligência à decisão, da decisão à execução e da execução à continuidade.
O candidato “X” ganhou as eleições. E daí?
Há uma advertência em A democracia na América que continua a assombrar as democracias modernas, especialmente nesses tempos de fake news e “inteligência artificial”. Tocqueville imaginou um tipo novo de servidão: não a tirania ostensiva, sanguinária, teatral, mas um poder tutelar, brando, minucioso, administrativo, que não quebra a vontade dos cidadãos de uma só vez - antes, a enfraquece todos os dias. Esse poder, diga-se, não precisa abolir eleições.
A “Terra devastada” de T. S. Eliot e os desafios da modernidade
Há poemas que pertencem a uma época e outros que parecem ter sido escritos contra a ideia de “época”. The Waste Land, publicado por T. S. Eliot em 1922, pertence a essa segunda família: não envelhece porque nasceu como ruína, como se tivesse sido encontrado entre destroços e, ainda, não foi exclusivamente composto sobre uma mesa. Não é apenas um poema moderno, mas uma máquina de auscultar a modernidade.
O risco silencioso de capital: O que os conselhos ainda não precificaram
Há, do ponto de vista de riscos, uma categoria ainda pouco observada na prática de governança corporativa: o que aqui denominados derisco silencioso de capital. Trata-se do intervalo de tempo entre a mudança na percepção de risco pelo mercado e sua incorporação efetiva às decisões do conselho, da administração e dos comitês de risco.
A difícil tarefa de fazer leis em uma era fragmentada e desigual
O filósofo do Direito norte-americano Lon L. Fuller (1902-1978) formulou uma das imagens mais duradouras ao descrever as “oito formas de fracassar na elaboração de uma norma”. A força dessa formulação está em sua aparente simplicidade. Fuller não começou perguntando qual seria o conteúdo moralmente justo de uma lei, nem procurou deduzir o Direito de uma ordem metafísica superior, como no passado remoto.
A cadeira vazia no STF e o fio da República
Uma indicação não aceita ao Supremo Tribunal Federal como teste de maturidade da democracia brasileira. A rejeição, pelo Senado Federal, da indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias ao Supremo Tribunal Federal não deve ser lida nem com a euforia de quem celebra uma derrota política como se fosse restauração republicana, nem com o pânico de quem vê em toda tensão entre Poderes o prenúncio de um colapso. O episódio é mais sutil, e por isso mesmo mais importante.
O Brasil contra o amanhã
O Brasil não sofre propriamente de amnésia, conforme muitos afirmam. Sofre de outra enfermidade, mais sutil e talvez mais destrutiva: a incapacidade de fazer da memória uma forma de inteligência.
Energia, dívida e poder: Eleições sob o signo da incerteza global
Há momentos em que a história parece perder a compostura e deixar à mostra, sem intermediações retóricas, a arquitetura real do poder. O presente é um desses momentos. A atual crise de energia não se parece, em tudo, com os choques do petróleo dos anos 1970, embora com eles dialogue em sua capacidade de corroer renda, alterar expectativas e deslocar o centro de gravidade da política.
O suicídio da alma da cidadania e as eleições de 2026
A polarização política brasileira não constitui apenas um fenômeno de superfície, desses que se deixam captar pelo ruído das redes sociais, pela vulgarização dos slogans ou pela grosseria crescente do debate público. O seu efeito mais grave é menos visível e, precisamente por isso, mais destrutivo: ela opera uma corrosão progressiva da sensibilidade cívica, da confiança institucional e da própria disposição moral dos indivíduos para a vida comum.
O Atlântico partido e o mundo sem fiador
A grande novidade do nosso tempo não está apenas na ascensão de novos polos de poder, mas no fato de que a potência que organizou a ordem do pós-guerra parece hoje inclinada a relativizar o valor político da própria ordem que construiu. Durante décadas, a denominada Pax Americana foi menos um ideal moral1, apesar de toda a ideologia em torno do tema, e muito mais um sistema de previsibilidade nas relações internacionais.
Bilionários em tempo real, desigualdade em tempo histórico
A lista em tempo real da Forbes1 não é apenas um “entretenimento estatístico” para curiosos do mercado e pretendes à imensa riqueza. Ela funciona como uma radiografia instantânea do regime contemporâneo de acumulação de riqueza.
Caso Master, as instituições republicanas e os "Homens Supérfluos"
A erosão das regras, o dever de vigilância das instituições e o cumprimento do dever das autoridades. Tomemos o texto de Nikolai Tchernichévski (1828-1889), sobre um texto de Ivan Turguêniev, Ássia (1858), no qual critica a fraqueza pessoal para a ausência de ação daquilo que foi chamado naquela geração literária de “homem surférfluo”. (Vale notar1 que o termo “surpérfluo” (Lichnii) em russo é empregado no sentido de “não fazer parte”, “ser deslocado” e, também, “inútil” e “excessivo”).
Pacem in Terris - Migalhas
Há épocas em que o mundo parece envelhecer de repente. Não porque lhe faltem ciência, riqueza ou tecnologia, mas porque lhe falta ética. O nosso tempo é um desses. A civilização contemporânea, tão ágil para inventar meios de conexão, cura, cálculo e produção, voltou a depender, com uma docilidade inquietante, do mal da destruição. A guerra reapareceu não apenas como episódio, mas como atmosfera. Ela paira sobre a política internacional como uma névoa de resignação.
Utopia realista para país cansado: Proposta de pacto intergeracional
Nesse artigo me permiti um “aparte temático” mais pessoal. Espero que meus leitores o aceitem. Penso nesse momento tão difícil. Há momentos em que uma sociedade perde, ao mesmo tempo, o prumo e o mapa. O prumo é aquilo que nos permite dizer - sem grandiloquência e sem cinismo - que certas coisas são melhores do que outras: a verdade é preferível à mentira, a dignidade é preferível ao desprezo, o direito é preferível ao arbítrio, a vida compartilhada é preferível ao linchamento moral.
IASP, AASP e OAB diante da possível ruptura institucional
Há um equívoco aparentemente hígido - e, por isso mesmo, persistente - que atravessa o nosso tempo como atravessam as más ideias quando se vestem de boa educação e reputação: a crença de que a política é um lugar do qual se pode sair. Como se fosse um salão enfumaçado, uma sala de espera barulhenta, um teatro de gestos previsíveis, no qual a sensatez recomenda a retirada.
Há crise institucional?
Corriqueiramente, na mídia e nas conversas sobre política, fala-se em crise institucional como se fosse uma espécie de "mau tempo": uma perturbação atmosférica que chega sem convite e vai embora quando quer. Será? Instituições não são nuvens. São construções humanas, erigidas historicamente para tornar o poder previsível, reduzir o espaço do capricho e transformar o conflito em algo administrável sem quebrar a mobília da casa comum.
A década em que a esperança precisa de método
O planeta precisa de cooperação para enfrentar as suas ameaças mais estruturais.
Reflexões sobre os novos paradigmas do século XXI
O mundo contemporâneo, face à cultura de velocidade em nomear tudo como "novo", apresenta-se como verdadeira ruptura, sobretudo das estruturas, mas também como repetição de velhas promessas que, não raro, se cumprem às avessas. Nunca tivemos tantos algoritmos a nos orientar (ou desorientar), e paradoxalmente, nunca estivemos tão perdidos. É como se a bússola da modernidade girasse em falso, sem norte magnético, condenada a apontar para todos os lados e para lado nenhum.
Fraudes e controles: Lados da ilicitude
Fraudes empresariais são fruto de omissões, quando políticas corporativas existem, mas o monitoramento, a detecção e a resposta aos incidentes não são rigorosas. Na atualidade, grandes entidades que, mesmo em setores altamente regulados e com governança aparentemente ativa, expõem vulnerabilidades estruturais às vezes mantidas por longos períodos.
Governança em empresas familiares e negociação no mercado de capital
Empresas familiares são parcela expressiva da economia brasileira e têm papel central na geração de empregos e no desenvolvimento econômico. Ao receberem investimentos, como por exemplo de fundos de private equity, passam a operar sob padrões decisórios mais sofisticados, ancorados em métricas objetivas e estruturas de governança mais complexas, que modificam substancialmente a dinâmica interna e a relação entre sócios ou acionistas.
Melhor cair na real que no abismo da crise institucional
Começo com uma constatação incômoda e, no entanto, já banalizada pelo excesso de sinais: no Brasil e no Ocidente, sobretudo nos Estados Unidos, abandonamos o repertório romântico da "desobediência civil" como gesto ético isolado e entramos num período em que o atrito cotidiano com a legalidade adquire os contornos de uma erosão sistemática da ordem constitucional. Não é um tropo: é um processo.
Democracia em jogo: STF, retórica trumpista e a identidade brasileira
O Brasil, no limiar de mais um ciclo de novos paradigmas no cenário internacional, vê-se compelido a lidar com um conjunto de pressões simbólicas, discursivas e econômicas oriundas de seu tradicional parceiro hemisférico: os Estados Unidos da América.
Globalização em metamorfose: Brasil em jogo
No Brasil, a perda de fé em instituições é amplificada quando gestos tarifários externos sancionam as vulnerabilidades internas. O rumor de que vivemos o epílogo de uma época paira como neblina insistente sobre discursos políticos, relatórios corporativos e conversas em gabinetes diplomáticos. Fala-se em fim da globalização com o mesmo misto de cansaço e expectativa com que sociedades anteriores, especialmente no início do século XX, evocavam a decadência de seus impérios.
O complô contra o Brasil: Democracia e as tarifas de Trump
O tarifaço é real. A história que contaremos sobre ele ainda é imaginária. Na noite de 9?de?julho de?2025, às 21?h?47 em Washington, Donald J.?Trump tornou público um memorando breve e inquietante: cinquenta por cento de tarifa sobre todas as exportações brasileiras, a vigorar trinta dias depois, salvo se o governo Lula recuasse na "perseguição judicial" ao ex-presidente Jair Bolsonaro[1].
A geopolítica caminha com (ou contra) a integridade?
O governo americano, por meio da ordem executiva 14209, suspendeu temporariamente a aplicação do FCPA - Foreign Corrupt Practice Act, legislação pioneira e referência no combate à corrupção transnacional desde a década de 1970. A medida impôs ao DOJ - Department of Justice a suspensão de 180 dias para a abertura de novos casos, assim como a reavaliação de investigações já em curso, e se justificaria, principalmente, pela proteção da competitividade das empresas americanas.
Lições de Zohran Mamdani para o Brasil Fragmentado
A democracia contemporânea ocidental vive um paradoxo: nunca se produziu tanta riqueza e tanto desencanto foi originado no seio das sociedades. Entre avanços tecnológicos que prometem progresso infinito e descolado das realidades sociais de evidente justiça distributiva, as instituições democráticas e representativas veem-se atacadas por dentro e por fora.
O que hoje diria Henry Kissinger sobre o conflito Israel - Irã?
1 Morgenthau, em Politics Among Nations (1948), formulou seis "princípios do realismo político" que sublinham a busca de poder como motor da política internacional e a distinção entre moral privada e responsabilidade de Estado. Essas ideias antecipam o argumento de Kissinger em Diplomacy (1994), segundo o qual a ordem depende de um equilíbrio de poder aceitável para as principais potências. Ambos rejeitam a crença liberal de que normas ou instituições, por si só, garantem paz duradoura.
A independência que impulsiona a governança corporativa
Cabe ao conselheiro erigir, sobre ele, um edifício de integridade visível, talhado na transparência, na curiosidade disciplinada e na coragem de reconhecer limites. No âmbito da governança corporativa brasileira - onde a lei 6.404/1976, a resolução CVM 80/22 e o regulamento do Novo Mercado da B3 desenham os contornos formais da independência - talvez valha lembrar que o verdadeiro exercício desse atributo raramente cabe inteiramente ao texto normativo.
Educação brasileira: A crônica do subdesenvolvimento premeditado
Poucas coisas no Brasil são tão antigas quanto a desculpa esfarrapada de que "agora não há verba" para a escola - a contenção orçamentária de agora é história antiga. Muito antiga. Desde a queda do Império - quando Dom Pedro II já se lamentava de que livros chegavam mais devagar que navios negreiros - o poder público vem aperfeiçoando a arte de driblar a sala de aula.
A República contra os pobres: A "Operação Sem Desconto" - Migalhas
Há momentos na história institucional de um país que condensam, num único fato, a crueza de sua arquitetura social. A "Operação Sem Desconto", deflagrada recentemente pela Polícia Federal, não é apenas um episódio de desvio funcional, um escândalo administrativo ou uma falha técnica nos sistemas de controle. Ela é um espelho opaco no qual a sociedade brasileira se contempla - e não raro, se reconhece.
Francisco: Angústia e esperança
Francisco não desejava veneração, tampouco multidões dóceis: ansiava por consciências despertas, por discípulos que ardessem na inquietação da responsabilidade.
A esperança em tempos de Páscoa cristã e judaica
Pensadores que convergem na denúncia do niilismo e na afirmação da transcendência. Estamos na conjunção da Páscoa cristã e do Pessach judaico, datas que se relacionam não apenas à tradição, mas sobretudo nos seus significados históricos e espirituais mais profundos. Permiti-me publicar um texto sobre o tema da esperança considerados os tempos difíceis sob os quais vivemos, para além da "Política, do Direito e da Economia", temas de minha coluna. Sigamos, então.
Assimetria algorítmica: Risco jurídico que empresas ainda não enxergam
As tecnologias disruptivas representam marcos de transformação profunda nas estruturas tradicionais da sociedade. Seus riscos e impactos decorrem não apenas do grau de inovação, mas, sobretudo, de sua potencial ruptura com padrões já consolidados. No caso da IA - inteligência artificial, à medida que essa tecnologia se torna cada vez mais indissociável da dinâmica e das estratégias empresariais, os riscos usuais da operação podem ser exponencialmente majorados.
A nova política trumpista e a distopia global do século XXI
Donald Trump é, inegavelmente, o fenômeno mais marcante da política contemporânea, goste-se ou não. Sua ascensão meteórica à presidência dos Estados Unidos em 2016, sua derrota eleitoral e posterior retorno ao poder, revelam não apenas uma personalidade política resiliente, mas a manifestação mais profunda de transformações culturais, econômicas e institucionais que atingem não apenas os Estados Unidos, mas o globo.
Opinião | Neutralidade ativa: o Brasil e a arte da diplomacia em tempos voláteis
A política externa brasileira, historicamente pautada pela busca da autonomia, do multilateralismo e da promoção da paz, enfrenta desafios inéditos diante da crescente polarização global, do avanço de regimes autoritários e da intensificação das disputas geopolíticas. A diplomacia do Brasil, nas palavras de Rubens Ricupero, sempre desempenhou um papel crucial na definição da identidade nacional no cenário internacional, equilibrando pragmatismo e idealismo.
Educação e o dilema individual e da cidadania
"A crise nas escolas exige medida radical para impedir que meninos machuquem meninas e a si mesmos". Jack Thorne, coautor de "Adolescência" Foi inquietante, provocante e, por vezes, provocador, assistir a série "Adolescência" de Jack Thorne e Stephen Graham, uma reflexão rigorosa e dramaticamente estruturada que escancara o dilema existencial no qual a educação está enredada no mundo contemporâneo. Uma análise precisa e, ao mesmo tempo, implacável sobre o estado atual de nossa formação cidadã.
Felicidade foi embora - Migalhas
Do ponto de vista político (e jurídico) a felicidade vai para além de uma ideia iluminista: tornou-se, especialmente no constitucionalismo estadunidense, uma promessa. Atualmente, essa promessa está profundamente ameaçada porquanto tornou-se parte integrante do extremado jogo ideológico, da esquerda à direita.
O patrimonialismo como estratégia
A ideia de patrimonialismo foi cunhada por Max Weber (1864-1920) para descrever a realidade que combina Poder Público e privilégio privado. Os efeitos sobre a governança de um país são indeléveis e com uma trajetória que a experiência histórica demonstra que tropeça nas instituições e na representatividade. Vejamos o caso dos EUA e do Brasil sob essa óptica. Surpreendentemente, em pleno século XXI, se impôs sobre os Estados Unidos com a liderança de Donald Trump.
Trump: O fim da rra dos acionistas nos EUA?
A redução da transparência e da responsabilidade corporativa pode diminuir a confiança dos investidores As recentes mudanças na governança corporativa nos EUA, sob o presidente Donald Trump têm originado debates significativos sobre o equilíbrio de poder entre investidores e conselhos de administração, bem como sobre as práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) das empresas.
Trump: O fim da era dos acionistas nos EUA?
A redução da transparência e da responsabilidade corporativa pode diminuir a confiança dos investidores As recentes mudanças na governança corporativa nos EUA, sob o presidente Donald Trump têm originado debates significativos sobre o equilíbrio de poder entre investidores e conselhos de administração, bem como sobre as práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) das empresas.
O que é um relatório de investigação interna confiável e eficaz?
A elaboração de um relatório de investigação interna sobre fraude contábil exige rigor técnico e metodológico para garantir que ele seja útil, imparcial e conclusivo. O primeiro cuidado essencial é a definição clara do escopo da investigação, delimitando com precisão as suspeitas levantadas, os períodos analisados e os setores envolvidos. Essa delimitação evita desvios de foco e assegura que as conclusões sejam relevantes para o objetivo proposto.
Inovação ou ruptura? DeepSeek e o fim do monopólio tecnológico
A ascensão da DeepSeek, uma startup chinesa de IA - Inteligência Artificial, inscreve-se na dinâmica contemporânea como um vetor de inquietação e fascínio, expondo as fraturas e os movimentos tectônicos que redefinem o mundo digital e o mercado global de IA.
A inevitabilidade do capitalismo e da democracia
A reflexão sobre a inevitabilidade do capitalismo e da democracia, quando analisada sob a ótica das ideias construídas na segunda metade do século XX no Ocidente, leva-nos a questionar a forma como concebemos o progresso histórico e as estruturas político-econômicas contemporâneas - não se trata de um tema acadêmico, mas da ordem política vigente, de nossa vida cotidiana.
Trump à luz de Carl Schmitt e Otto Kirchheimer
A ascensão e o governo de Donald Trump nos Estados Unidos reacenderam debates profundos acerca da vulnerabilidade da democracia liberal, do papel do Estado de Direito e da manipulação das instituições jurídicas para fins políticos. Dois eminentes pensadores alemães, Carl Schmitt (1888-1985) e Otto Kirchheimer (1905-1965), forneceram arcabouços teóricos distintos, mas complementares, que permitem lançar luz sobre o fenômeno Trump. Vale a pena prestar atenção a esses pensadores.
Show More
loading
Actions
Is this you?
As a journalist, you can create a free Muck Rack account to customize your profile, list your contact preferences, and upload a portfolio of your best work.Get in touch with Francisco
Contact Francisco, search articles and posts on X, monitor coverage, and track replies from one place.
Learn more about Muck Rack