Henrique Burnay
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Articles by Henrique Burnay
Poder e crueldade
Quem visita Washington nota que a capital dos Estados Unidos da América tem marcas que a destacam da maioria das capitais das grandes potências. A primeira é que, como poucas, foi inventada onde não havia cidade nenhuma. Isso permitiu-lhe ser desenhada. No ponto mais elevado está o Capitólio, a sede do poder legislativo, não a Casa Branca, sede do poder executivo. A mensagem política é clara. Os principais monumentos de Washington contam a mesma versão de si que a América quer ter.
Sai o último socialista?
A política espanhola nunca foi dada a grandes consensos ao centro. Tirando em temas absolutamente estruturantes, como na constituição de 1978, que foi aprovada por uma maioria absolutíssima antes de ser aprovada em referendo, foi a fragmentação partidária regional que foi permitindo ao PSOE e ao PP governar sem maiorias absolutas. Essa experiência – e, alguns sublinharão, a herança da Guerra Civil – fazem com que a tradição política espanhola seja profundamente conflitual e muito pouco consensual.
Homens com medo
A internet e a alteração das circunstâncias internacionais aberta pelo pós-Guerra Fria, tornaram o mundo um lugar imprevisível, e nalguns casos hostil, para muitos dos homens (sobretudo) e mulheres do Ocidente. Da deslocalização industrial ao Tinder, da perspectiva de perda de emprego à incapacidade de lidar com as tecnologias, e agora ao medo, é forçoso reconhecer que o mundo mais global, próspero e interdependente dos últimos 35 anos é, também, muito menos familiar e cómodo para muita gente.
O que fazer com a União?
Nesse capítulo, o verdadeiro problema - para além do muito por fazer do relatório Draghi e Letta - é mesmo a incapacidade de criar um ambiente, desde logo regulatório, favorável ao investimento e ao risco. Indispensável, de resto, para sermos os tais utilizadores massivos e liderantes da IA (disfarcemos o cinismo por um momento). E aí a Comissão Europeia tem culpa, mas governos e parlamento têm mais ainda.
Von der Leyen tem um sonho
Ursula von der Leyen acha que há uma maneira de a Europa ter sucesso na inteligência artificial, apesar de já ter perdido a primeira corrida. Quarta-feira, no discurso do Estado da União, recordou que foi um alemão, Gutenberg, quem inventou a impressão tipográfica, mas a sua utilização espalhou-se por toda a Europa e todos beneficiaram. Não é preciso ser-se o criador da tecnologia para tirar o melhor partido dela, é a estratégia europeia.
À procura de um líder
Desde que disse em Davos que estávamos perante uma ruptura e que as potências médias com valores e interesses comuns tinham de se unir (foi assim que foi percebido), e depois dos actos de resistência na guerra das tarifas com os Estados Unidos, o primeiro-ministro do Canadá está transformado numa espécie de líder espiritual do Ocidente. Mas Carney não tem país que chegue para liderar esta parte do mundo. Do outro lado, Úrsula von der Leyen, tem dimensão, população e, em parte, economia que chegue.
Quase toda a gente que tinha mais de dez anos então sabe onde estava no dia 11 de Setembro de 2001. E foram imensos os que viram em directo o segundo avião embater nas Torres Gémeas. Visto de então, aquele dia ia mudar o nosso mundo. E mudou. Mas entretanto mudaram muitas outras coisas e as guerras que agora temos são bem diferentes do que se imaginou naqueles dias.
A Europa não sabe o que quer
No final de 2022 a Comissão Europeia apresentou uma proposta de regulamento europeu sobre embalagens e resíduos de embalagens que previa, entre muitas outras coisas “que um produtor estabelecido num Estado-membro que disponibiliza embalagens diretamente a utilizadores finais noutro Estado-membro deve nomear um representante autorizado para a responsabilidade alargada do produtor nesse país de destino”.
A lição europeia da independência da Ucrânia
Sobre a trajectória de Moscovo dos últimos vinte anos, uns dirão que Putin não perdoou não ter sido aceite, apesar de não ser nem querer ser um democrata, outros recordarão que Moscovo nunca deixaria de ser o que é. Uns dirão que foi a expansão da NATO, que Moscovo não podia aceitar, outros recordarão que a NATO fez uma parceria com a Rússia, e que apesar disso Putin envenenou, traiu e ocupou.
O kamikaze de Washington
James Burnham, Suicide of the West: An Essay on the Meaning and Destiny of Liberalism, em 1964, e Roger Scruton em vários textos, entre muitos, previram sempre que o Ocidente declinaria por duvidar de si, do que o fez grande e por se convencer que onde tinha orgulho devia ter vergonha. Simplificando, todos anteciparam o wokeism e responsabilizaram-no pela derrota que o Ocidente sofreria às mãos dos “liberals” (na acepção que os americanos, não os europeus, dão ao termo).
Burnham, o anti-Thatcher
A política britânica tem duas características com as quais vive bem e das quais quase ninguém se queixa. Por um lado, o sistema eleitoral maioritário uninominal, que faz com que um partido possa ter muitos eleitores e quase nenhuns deputados. Ou vice-versa, muitos deputados e nem tantos eleitores quanto isso. Por outro, um sistema verdadeiramente parlamentar, que faz com que se mude de primeiro-ministro sem ter de fazer eleições. Ambas as características podem trazer problemas no futuro próximo.
Burnham, o anti-Tatcher
A política britânica tem duas características com as quais vive bem e das quais quase ninguém se queixa. Por um lado, o sistema eleitoral maioritário uninominal, que faz com que um partido possa ter muitos eleitores e quase nenhuns deputados. Ou vice-versa, muitos deputados e nem tantos eleitores quanto isso. Por outro, um sistema verdadeiramente parlamentar, que faz com que se mude de primeiro-ministro sem ter de fazer eleições. Ambas as características podem trazer problemas no futuro próximo.
Incerteza no Estreito de Ormuz pode levar a nova ação militar no Irão?
Ângulo Europeu Incerteza no Estreito de Ormuz pode levar a nova ação militar no Irão? Veja aqui o episódio completo de 'Ângulo Europeu', com Bruno Cardoso Reis e Henrique Burnay. Em análise, os novos ataques dos Estados Unidos ao Irão, a Cimeira da NATO e as presidenciais em França. Loading... Ângulo Europeu aos domingos às 22h00 na SIC Notícias com Bruno Cardoso Reis e Henrique Burnay.
Reino Unido: cai mais um
Olhando para os últimos anos e para as últimas lideranças britânicas, é fácil achar que há um padrão. David Cameron foi primeiro-ministro durante 2254 dias. Depois do Brexit, Theresa May durou 1106 dias; Boris Johnson sobreviveu 1140 dias; Liz Truss não esteve no cargo nem 50 dias; Rishi Sunak foi-se embora ao fim de 619 dias; e Keir Starmer, depois de 717 dias, anuncia que partirá assim que o partido tiver escolhido um sucessor.
A máquina trituradora de primeiros-ministros no Reino Unido
Ângulo Europeu A máquina trituradora de primeiros-ministros no Reino Unido Veja aqui o episódio completo de 'Ângulo Europeu', com Bruno Cardoso Reis e Henrique Burnay. Em análise, as guerras no Médio Oriente e na Ucrânia e o furacão político no Reino Unido. Loading... Ângulo Europeu aos domingos às 22h00 na SIC Notícias com Bruno Cardoso Reis e Henrique Burnay.
O país dos fundos europeus
A partir de 2028, Portugal vai receber menos fundos europeus do que recebeu nas últimas quatro décadas. Muito menos. Parte do tempo que se perde a discutir se isso é bom ou mau, seria mais bem usado a preparar a fase seguinte da nossa relação com a União Europeia e os seus fundos, ou o resultado será péssimo. Em Julho de 2025, há quase um ano, a Comissão Europeia apresentou uma proposta que transforma substancialmente a maneira como é usado o orçamento da União Europeia.
E o que foste lá fazer?
A relação entre os Estados Unidos da América e a China não é uma reedição da Guerra Fria por várias razões. A interdependência económica é a mais importante delas. O maissignificativoda ida deTrumpà China foi, muito provavelmente, quem o presidente dos Estados Unidos escolheu para oacompanhar. À vista de todos está a declaração de interesses americanos: comercial e de dependência.
Para onde foram os socialistas?
As eleições nos Reino Unido voltaram a penalizar os socialistas, que já governam poucos países na Europa. A direita e o centro direita não têm razões para celebrar a derrota dos seus adversários tradicionais. Podem ser os próximos a ir Pela Europa fora sobram poucos governos socialistas. Na União Europeia, Espanha, Malta, Dinamarca e Lituânia são, à data, os únicos países onde a liderança política é de socialistas, trabalhistas ou sociais democratas.
Para onde foram os socialistas?
Pela Europa fora sobram poucos governos socialistas. Na União Europeia, Espanha, Malta, Dinamarca e Lituânia são, à data, os únicos países onde a liderança política é de socialistas, trabalhistas ou sociais democratas. O Reino Unido também é governado por um partido trabalhista mas, como as eleições do final da semana passada mostram, não é certo que esteja para durar. E, mesmo que dure, não quer dizer que tenha apoio popular.
Para onde foram os socialistas?
Pela Europa fora sobram poucos governos socialistas. Na União Europeia, Espanha, Malta, Dinamarca e Lituânia são, à data, os únicos países onde a liderança política é de socialistas, trabalhistas ou sociais democratas. O Reino Unido também é governado por um partido trabalhista mas, como as eleições do final da semana passada mostram, não é certo que esteja para durar. E, mesmo que dure, não quer dizer que tenha apoio popular.
A ausência alemã
Na semana em que se pegou com Trump, Friedrich Merz falhou o encontro da Europa com os seus vizinhos. Uma ausência que resume um ano deste governo alemão Reunida na Arménia, a cimeira da Comunidade Política Europeia, uma invenção de Macron para projectar a influência europeia junto às fronteiras da União, podia ter sido um sucesso.
A ausência alemã
Reunida na Arménia, a cimeira da Comunidade Política Europeia, uma invenção de Macron para projectar a influência europeia junto às fronteiras da União, podia ter sido um sucesso.
Europeístas de manhã, nacionalistas à tarde
Para a Europa decidir mais depressa e sobre o que é mais urgente, os principais países têm de se pôr de acordo. E todos têm de escolher o que mais lhes importa conquistar e onde admitem ceder Os europeus querem muito da UE, mas não querem que se meta na seu dia-a-dia. Querem que a Europa tenha poder no mundo, mas não querem que tenha poder nas suas vidas. Querem que seja ágil e rápida a decidir, mas não querem um poder central que se sobreponha aos Estados e aos governos.
Europeístas de manhã, nacionalistas à tarde
Os europeus querem muito da UE, mas não querem que se meta na seu dia-a-dia. Querem que a Europa tenha poder no mundo, mas não querem que tenha poder nas suas vidas. Querem que seja ágil e rápida a decidir, mas não querem um poder central que se sobreponha aos Estados e aos governos. Gostavam que fosse rápida e eficaz a decidir, mas não querem o centralismo chinês. Às vezes gostam da ideia de um presidente da Europa, mas não querem dispensar os governos nacionais. E bem.
Como sair daqui
Simplificar as regras, mais mercado interno, mais comércio internacional, reduzir os custos da energia ao mesmo tempo que se descarboniza e procurar soberania tecnológica e digital. No final desta semana, os líderes nacionais da União Europeia, os Chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados membros, vão reunir-se em Nicósia, no Chipre, para traçar o mapa da resposta europeia à pressão externa e aos constrangimentos internos. As intenções são boas, algumas medidas são, outras podem não ser.
Como sair daqui
Simplificar as regras, mais mercado interno, mais comércio internacional, reduzir os custos da energia ao mesmo tempo que se descarboniza e procurar soberania tecnológica e digital. No final desta semana, os líderes nacionais da União Europeia, os Chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados membros, vão reunir-se em Nicósia, no Chipre, para traçar o mapa da resposta europeia à pressão externa e aos constrangimentos internos. As intenções são boas, algumas medidas são, outras podem não ser.
Duas vitórias e uma derrota
Na segunda-feira, a Comissão Europeia tinha prevista uma reunião extraordinária dos 26 Comissários e da Presidente da Comissão para discutir a estratégia europeia em relação à China. Em vez disso, a reunião foi sobre como resolver o impacto, sobretudo energético, da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Trump, a direita europeia e o Ocidente
Ao discutir o Irão, a Gronelândia, a Venezuela, a NATO ou a interferência nas eleições europeias, com frequência encontramos de um lado uma direita que se define contra a (extrema) esquerda e, do outro, uma direita que se define nesta discussão pela defesa dos valores liberais democráticos e ocidentais.
Trump, a direita europeia e o Ocidente
Ao discutir o Irão, a Gronelândia, a Venezuela, a NATO ou a interferência nas eleições europeias, com frequência encontramos de um lado uma direita que se define contra a (extrema) esquerda e, do outro, uma direita que se define nesta discussão pela defesa dos valores liberais democráticos e ocidentais.
Onde está Ocidente?
O mundo parece estar a ficar de novo essencialmente bipolar. A estratégia americana, da Venezuela a Cuba passando pelo Irão e pela Gronelândia, tem sempre a China em mente.
Onde está Ocidente?
O mundo parece estar a ficar de novo essencialmente bipolar. A estratégia americana, da Venezuela a Cuba passando pelo Irão e pela Gronelândia, tem sempre a China em mente.
Não há líderes europeus
A Europa não tem um líder nem terá. A União Europeia (UE) é uma organização de 27 Estados-membros que não abdicam de o ser soberanamente. Quanto mais existenciais são as crises que afectam a Europa, quanto mais sobre segurança, defesa ou política externa, menos comunitárias e mais estaduais são as respostas. Além disso, a Europa existe para lá da UE, desde logo porque não há Europa sem Reino Unido e dificilmente há segurança europeia sem conversar com a Turquia.
Não há líderes europeus
A Europa não tem um líder nem terá. A União Europeia (UE) é uma organização de 27 Estados-membros que não abdicam de o ser soberanamente. Quanto mais existenciais são as crises que afectam a Europa, quanto mais sobre segurança, defesa ou política externa, menos comunitárias e mais estaduais são as respostas. Além disso, a Europa existe para lá da UE, desde logo porque não há Europa sem Reino Unido e dificilmente há segurança europeia sem conversar com a Turquia.
Lições da guerra
Ainda é cedo para saber como vai acabar a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão e, mais ainda, para saber como vai ficar o país e a região depois destes combates. Mas já há algumas conclusões que se podem tirar deste primeiro conflito da pós-ruptura. Os Estados Unidos da América precisam de aliados se querem exercer o poder de superpotência, mas comportam-se como um Império e não um aliado mais forte. As bases militares no estrangeiro foram fundamentais para esta campanha.
A primeira guerra pós-ruptura
O ataque americano e israelita ao Irão, as justificações e a reacção dos principais países europeus são o começo do tempo da pós-ruptura. Conta o interesse, o poder e a capacidade de agir Depois da experiência da Venezuela, o ataque de Israel e Estados Unidos da América contra o Irão já é a primeira guerra da pós-ruptura, o novo tempo de que falou Mark Carney, o primeiro-ministro canadiano, em Davos.
A Primeira Guerra pós-ruptura
Depois da experiência da Venezuela, o ataque de Israel e Estados Unidos da América contra o Irão já é a primeira guerra da pós-ruptura, o novo tempo de que falou Mark Carney, o primeiro-ministro canadiano, em Davos. Os Estados Unidos da América e Israel não se preocuparam em enquadrar estes ataques em qualquer regra do direito internacional. Não o conseguiriam, é certo. Mas houve um tempo em que essa tentativa seria feita.
Uma Europa à medida das necessidades
A União Europeia encontra-se perante uma alteração histórica que não pode ser compreendida apenas como o resultado acumulado de crises sucessivas nem como um desvio conjuntural provocado por choques externos. Esta transformação não corresponde, também, a um colapso do projeto europeu, mas a uma mutação interna e externa que impõe uma revisão do seu mecanismo de ação política.
É a democracia, estúpido
Utilize dados de geolocalização precisos e analise ativamente as características do dispositivo para fins de identificação. Esta operação armazena e acede a informações num dispositivo, e fornece conteúdo e anúncios personalizados, medição de anúncios e conteúdo, informações da audiência e desenvolvimento de produtos.
É a Democracia, estúpido
A decisão do Supremo Tribunal de Justiça sobre as tarifas é muito mais do que uma derrota do Presidente americano. É uma vitória das regras da Democracia, do Estado de Direito e da independência dos juízes. E, tão ou mais importante, é a vitória de uma ideia que está pouco em voga: a política não é a decisão de um,é, ou deve ser, um processo negociado para ser ponderado. Mais do que a rapidez, a democracia valoriza o compromisso. Comecemos pelo óbvio.
Quatro aplausos e um funeral
Um dos factos mais surpreendentes da Conferência de Segurança de Munique, na semana passada, foi o aplauso em pé no final da intervenção de Marc Rubio, o Secretário de Estado Norte Americano. Um ano depois da intervenção de JD Vance, há quatro explicações possíveis para o súbito entusiasmo da plateia. Seja ela qual for, o aplauso esconde o enterro de uma época. Uma explicação possível é a plateia não ter ouvido o orador.
Quatro aplausos e um funeral
Um dos factos mais surpreendentes da Conferência de Segurança de Munique, na semana passada, foi o aplauso em pé no final da intervenção de Marc Rubio, o Secretário de Estado Norte Americano. Um ano depois da intervenção de JD Vance, há quatro explicações possíveis para o súbito entusiasmo da plateia. Seja ela qual for, o aplauso esconde o enterro de uma época. Uma explicação possível é a plateia não ter ouvido o orador.
As escolhas de Portugal
Sem ter de ter eleições nos próximos três anos e meio, Portuga pode e deve pensar a médio prazo. O que queremos que a Europa seja, o que seremos na Europa, como veremos a relação com os Estados Unidos e com a China são decisões fundamentais que teremos de tomar A frase mais importante do dia das eleições presidenciais terá sido dita pelo Primeiro-ministro e repetida pelo novo Presidente da República. Portugal pode não ter eleições nos próximos três anos e meio.
As escolhas de Portugal
A frase mais importante do dia das eleições presidenciais terá sido dita pelo Primeiro-ministro e repetida pelo novo Presidente da República. Portugal pode não ter eleições nos próximos três anos e meio. Considerando o passado recente, seria uma originalidade muito bem-vinda. Em Portugal, para além das muitas decisões relevantes que são naturalmente dependentes do poder político de turno, há muitas outras decisões que dependem da situação política também.
Ou há líderes europeus ou não há Europa
António Costa convidou os 27 Chefes de Estado e de governo da União Europeia para um Conselho Europeu informal em modo retiro. Durante um dia, discutir dois grandes temas: a situação geopolítica e a competitividade europeia. Veremos se os chefes de Estado e de governo são líderes europeus ou não. O último ano tem sido passado, no mundo em geral e na Europa em particular, a tentar lidar com o regresso de Trump ao poder e com a realidade da nova Administração americana.
Ou há líderes europeus ou não há Europa
António Costa convidou os 27 Chefes de Estado e de governo da União Europeia para um Conselho Europeu informal em modo retiro. Durante um dia, discutir dois grandes temas: a situação geopolítica e a competitividade europeia. Veremos se os chefes de Estado e de governo são líderes europeus ou não. O último ano tem sido passado, no mundo em geral e na Europa em particular, a tentar lidar com o regresso de Trump ao poder e com a realidade da nova Administração americana.
O novo muro no Ocidente
Trump e a Gronelândia terá sido a última oportunidade para separar as águas na Europa. De um lado, os defensores da democracia liberal e da relação transatlântica, apesar de Trump. Do outro, iliberais que preferem estar com Trump, seja em que circunstâncias for. De outro, ainda, os que nunca gostaram de uma coisa, democracias liberais, nem de outra, a América. Mas esses já quase não contam. A história de como aqui chegámos começa sempre na II Guerra Mundial e na Guerra Fria.
O pior ano da América
Degradação da democracia americana, traição dos aliados, destruição do Ocidente e imposição dos interesses pessoais do presidente. Um ano de Trump quase acabou com o nosso mundo Há quatro momentos que resumem bem o que foi o primeiro ano da segunda presidência de Trump .
O pior ano da América
Há quatro momentos que resumem bem o que foi o primeiro ano da segunda presidência deTrump.O perdãoaosinsurretosde 6 de janeirode 2021antecipou a degradação intencional da democracia americana; a maneiracomo tratouZelenskyna Sala Ovalmostrou como trataria quem dependesse da América; o dia em que anunciou umaavalanche global de tarifasfoiquandoa globalização como a conhecíamos acabou; e aameaça deaquisição da Gronelândia a bem ou a malresolveuquaisquerdúvidas sobre se a América deTrumpliderava...
Isto já não fica assim
Sobre a Gronelândia há duas perguntas erradas e uma certa. A pergunta certa é: “o que é que os Estados Unidos da América (EUA) querem da Gronelândia que não possam ter com a relação que já têm com a Dinamarca, a NATO e a União Europeia”? As perguntas erradas são “o que querem os Estados Unidos da Gronelândia” e “o que pode a Europa fazer contra esse desejo”.
Para que nos servirá a Europa agora?
Em 1986, aderimos à CEE para garantir que seríamos uma democracia e uma economia de mercado. Agora, interessa-nos a Europa para sermos euro-atlânticos, uma democracia com apoio, e uma economia com escala continental e acordos globais Portugal tomou a sua decisão estratégica mais importante, desde o fim do Estado Novo, há quase cinquenta anos: o pedido de adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE ), qua aconteceu a 1 de janeiro de 1986 .
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