Nos corredores dos hospitais e unidades de saúde do Brasil, um drama silenciado se repete diariamente. Crianças e adolescentes chegam aos consultórios e emergências não apenas com febre ou fraturas acidentais, mas também com hematomas, sinais de abuso sexual e marcas invisíveis de sofrimento emocional. Entre 2015 e 2021, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registrou 202.948 casos de violência sexual contra menores. Desses, 41,2% vitimaram crianças e 58,8% adolescentes.