Quando na década de 1980 realizamos os primeiros estudos epidemiológicos multicêntricos no Brasil (em Brasília, Porto Alegre e São Paulo), ficamos surpresos ao encontrar uma prevalência de transtornos mentais estimada em 25% no período de um ano, significando que um quarto da população adulta se beneficiaria de alguma forma de cuidado à saúde mental. Será que erramos nos instrumentos? Foi nossa primeira reflexão naquele momento. Com o passar do tempo, resultados de vários estudos mostraram que não.