Desde a adolescência, eu tinha certeza de qual era minha identidade, mas sentia muito medo. Comecei minha transição aos poucos, com medidas muito pequenas, aos 18 anos. Logo fui morar na França, onde fiz doutorado em Direito. Lá usava vestimentas neutras, porque a França é um país bastante homofóbico e transfóbico. Voltei para Caracas e não tinha trabalho. É verdade o que o filme mostra ( Tamara , dirigido por Elia Schneider): eu hipermasculinizei minha presença para conseguir um emprego.