No Brasil, a experiência religiosa constitui um dos principais eixos de produção de sentido, pertencimento e dignidade, sobretudo em contextos marcados pela desigualdade racial, de gênero e de classe. Nas últimas quatro décadas o cristianismo evangélico ocupa uma posição central, operando como o que Foucault chamou de dispositivo de poder, sendo não apenas uma prática de fé, mas de força social, política e pedagógica que incide diretamente sobre corpos, afetos, moralidades e projetos de futuro.