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Articles by Claudio Couto
Opinião - Cláudio Couto: Governo congressual
O presidencialismo de coalizão não acabou, mas não é o mesmo que foi até 2015. Desde então, seguidas mudanças institucionais alteraram a dinâmica de nosso sistema de governo, empoderando o Congresso Nacional e enfraquecendo o Poder Executivo. A Presidência da República, que antes pautava o processo decisório legislativo, usando os amplos poderes institucionais e de agenda que lhe foram conferidos pela Constituição de 1988, perdeu tal capacidade.
Opinião - Cláudio Couto: Trump estabelece nova forma de governo: a extorsocracia
O segundo governo de Donald Trump trata de forma peculiar atores políticos e sociais, como governos locais, universidades e escritórios de advocacia: submete-os à extorsão sistemática. Se não se curvarem a seus caprichos e diretrizes, pune-os severamente, abusando dos poderes presidenciais, algo certamente inconstitucional. Porém, a estratégia de não ceder à extorsão, enfrentando o presidente nas cortes, é demasiado custosa.
Opinião - Cláudio Couto: Nacionalização não ocorreu, mas ainda pode vir
Como costumeiramente ocorre, as eleições municipais de 2024 não se marcaram pela nacionalização. Nem o eleitorado vota no município com a cabeça na política nacional, nem os pleitos municipais antecipam o resultado da subsequente disputa presidencial. Embora isto seja mais verdadeiro para pequenas e médias localidades, não deixa de valer para grandes, onde muitas disputas se resolvem só no segundo turno.
Voto a Voto: O que saiu das urnas?
Cada eleição conta sua própria história. As de 2024, como não poderia deixar de ser, também trouxeram ao cenário político diversas novidades —algumas nem tão novas assim. Destacarei quatro aspectos já visíveis do primeiro turno. Para começar: as agremiações da direita pragmática, componentes do centrão no Congresso (partidos de adesão), mantiveram-se dominantes no conjunto das prefeituras.
Opinião - Cláudio Couto: A reeleição para cargos no Executivo deve acabar? NÃO
Desde sua aprovação, em 1997, ocasionalmente volta à baila a proposta de pôr fim à reeleição para as chefias dos Executivos federal, estadual e municipal. Os argumentos apresentados são, no mais das vezes, vagos e apontam problemas que pouco têm a ver com a reeleição propriamente dita. Costuma-se dizer, por exemplo, que o incumbente, aquele que ocupa o cargo durante a disputa eleitoral, usa a máquina em seu favor, o que desequilibra o jogo.
Tempos anormais - CartaCapital
Algo precisa ser considerado em qualquer avaliação dos cem primeiros dias do terceiro governo Lula: seguimos sem viver tempos normais. Embora, com o fim da Presidência de Jair Bolsonaro, um governo normal tenha se instalado em Brasília, o contexto em que tal governo opera ainda é marcado pelo descarrilamento da democracia brasileira, iniciado em 2013.
[análise] Carta branca para Alexandre de Moraes?
Há pelo menos dez anos o Brasil convive intimamente, e midiaticamente, com os ministros do Supremo Tribunal Federal. Desde o julgamento do mensalão, passaram a ocupar capas de jornais e revistas, por vezes retratados como super-heróis. Passaram a ser objeto de discussão entre amigos e familiares em ambientes festivos e descontraídos. A máscara de carnaval mais vendida em 2013 foi a do ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão.
Opinião - Voto a Voto: Apoios de segundo turno garantem a eleição?
Após o primeiro turno da disputa presidencial, os dois finalistas iniciaram a busca por apoios de outros atores políticos, que na primeira etapa das eleições foram adversários diretos ou apoiadores de outras candidaturas. Tais apoios realmente importam para a disputa? Essa questão ainda merece maiores estudos pela ciência política brasileira, pois não há evidências empíricas que atestem a eficácia das alianças construídas para a rodada de desempate.
Opinião - Cláudio Couto: O voto útil favorece o processo democrático? SIM
Há uma coisa óbvia a respeito das eleições, mas que precisa ser lembrada: políticos em campanha sempre pedem votos. Se pedem votos, pedem aos eleitores que votem neles, não em seus concorrentes. Isso é da essência da disputa eleitoral e, portanto, da democracia. Um candidato só é mais votado porque seus eleitores não votaram em outros, dos quais se faz um esforço legítimo para "roubar" votos.
Ciro Gomes, o candidato de papel | por Cláudio Couto
A mágoa e o ressentimento são péssimos guias para a ação política, pois turvam a percepção e dificultam a formulação de estratégias eficazes. Por sua própria natureza, tais afetos tendem mais a estimular uma atuação destrutiva do que possibilitar uma empreitada bem-sucedida de conquista ou manutenção do poder – condições mais do que necessárias, indispensáveis, para a implementação de qualquer projeto político.
No Jornal Nacional, Lula ganhou e Bolsonaro empatou, avalia cientista político
CartaExpressa Para Cláudio Couto, da FGV-EAESP, o petista conseguiu ‘falar para fora da bolha’ Por Leonardo Miazzo | 25.08.2022 22h14 O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se pronunciou “para fora da bolha” no Jornal Nacional, da TV Globo, e teve desempenho superior ao de Jair Bolsonaro (PL). Poderia, porém, ter detalhado respostas sobre corrupção na Petrobras e escolha do procurador-geral da República.
Michelle Bolsonaro, as profecias e o farisaísmo por procuração | por Cláudio Couto
Na convenção do Partido Liberal que oficializou a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro, sua esposa, Michelle, foi a grande estrela. Num discurso de matiz religioso, como se pregasse em um templo, a primeira-dama disse ser Bolsonaro “um escolhido de Deus”, um homem de “coração puro, limpo”. Deus, aliás, foi citado diretamente por Michelle 29 vezes durante seu discurso – ou, talvez fosse mais adequado dizer, sua pregação – como apontou levantamento da revista Fórum.
Claudio Couto: O futuro precisará ser de reconstrução
As eleições de outubro serão fundamentais para definir o rumo do país nos próximos anos. Delas dependerá o futuro de nossa democracia, sua sobrevivência e recomposição. Não só a eleição presidencial, evidentemente a principal, mas também a configuração do Congresso do poder nos governos estaduais.
Silêncio ao fim da reunião mostra o descrédito de Bolsonaro, avalia cientista político
O conteúdo da reunião promovida por Jair Bolsonaro nesta segunda-feira 18 não traz novidades, mas o encontro se torna grave por envolver um convite a diplomatas de outros países. O silêncio ao final da apresentação, por outro lado, indica que o plano original do presidente falhou. A avaliação é do cientista político Cláudio Couto, da FGV-EAESP. O ex-capitão reuniu embaixadores em Brasília para repetir sobre as urnas eletrônicas e reiterar suas ameaças ao processo eleitoral.
A violência define o que é o bolsonarismo
Opinião assine e leia A violência não é só um instrumento de que se serve o bolsonarismo, ela é também seu objetivo Por Cláudio Couto | 15.07.2022 05h59 O bolsonarismo não é um movimento político qualquer, mas um que se elegeu e governou com uma retórica e uma simbologia da violência. Não à toa, durante a campanha Jair Bolsonaro usava como gesto de identificação de seu projeto político a mão que emula um revólver.
Morticínio é razão de ser do Bolsonarismo | por Cláudio Couto
O assassinato do dirigente petista, Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, neste final de semana, não é um evento fortuito. Ele é expressão da razão de ser do bolsonarismo: a produção da morte e, de preferência, da morte dos que são eleitos por ele como seus inimigos. Vale dizer que o bolsonarismo não é um movimento político que tenha adversários ou aliados. No lugar de adversários, produz inimigos; no lugar de aliados, conta com cúmplices ou colaboracionistas.
Pesquisas eleitorais não ‘preveem o futuro’ e têm base na ciência
Todo ano de eleição é a mesma conversa: quando vai chegando a hora de irmos às urnas, começam a pipocar as famosas pesquisas eleitorais, que sempre mostram qual candidato está à frente na preferência dos cidadãos. Essas pesquisas são bem importantes, mas também podem ser polêmicas e gerar algumas dúvidas. Vamos entender o porquê? Vamos lá.
O vandalismo administrativo e político do bolsonarismo | por Cláudio Couto
Matéria publicada pelo UOL nesta segunda-feira 6 mostra que o programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar, chamada de “Alimenta Brasil”, tem sofrido seguidos cortes nos últimos anos. As reduções drásticas se iniciaram ainda no governo de Michel Temer, mas se aprofundaram nos anos de Jair Bolsonaro, com a exceção de 2020, quando em função da pandemia houve recursos extras – que, contudo, não foram gastos integralmente.
O governo Bolsonaro já é um governo iliberal – e tenta implantar de forma definitiva um Estado iliberal
O cientista político Robert Dahl, em sua célebre e fundamental obra Poliarquia, aponta que a democracia se estrutura ao longo de duas dimensões, indicadas na ilustração abaixo. Uma é a da participação política, entendida como a incorporação cada vez maior ao demos, isto é, ao povo soberano, dos cidadãos adultos, eliminando discriminações que pudessem lhes restringir o direito de votar e serem votados.
Um governo contra o Estado | por Cláudio Couto
Os últimos eventos do embate entre o bolsonarismo e a institucionalidade democrática são, ao mesmo tempo, alarmantes e previsíveis. Alarmantes porque, quanto mais próximas as eleições, maior é para Jair Bolsonaro o risco de não se reeleger e, por isso mesmo, maior sua propensão a atacar tudo que possa por freio à sua vocação autocrática. Assim, cresce o risco de uma intentona fascistoide perpetrada pelo presidente e seus cúmplices fardados ou civis.
Militares: nosso maior fracasso institucional | por Cláudio Couto
As forças militares são nosso maior fracasso institucional como país. E digo aqui “militares” porque tal fracasso não diz respeito apenas às Forças Armadas, mas também às polícias militares dos estados. Como diria Talleyrand, não aprenderam nada, não esqueceram nada. Diferentemente do restante de nosso arcabouço institucional, essas organizações não transitaram do autoritarismo para a democracia.
O que explica a bipolarização assimétrica entre Lula e Bolsonaro | por Cláudio Couto
O quadro da eleição presidencial ganha contornos cada vez mais definidos, com quase todos os partidos apresentando seus pré-candidatos e, inclusive, no caso dos dois principais postulantes, sinalizando com a chapa completa – presidente e vice. Afora os favoritos, Lula e Bolsonaro, apenas dois ainda figuravam com algum fôlego em pesquisas recentes. Sergio Moro e Ciro Gomes, ambos com algo entre 7% e 9% das intenções de voto em março (segundo Quaest e Ipespe). Os demais, mal chegam a 3%.
Para vencer uma batalha, Doria perdeu a guerra | por Cláudio Couto
João Doria é do partido do “eu sozinho”, ainda que faça declarações em sentido oposto. Traiu seu padrinho na política, Geraldo Alckmin, tentando primeiro tomar-lhe a candidatura presidencial em 2018 e, depois, assumindo a inesquecível persona do BolsoDoria nas eleições estaduais daquele ano.
Why Brazil's Bolsonaro is following Trump’s pre-election playbook
The day after the attack on the US Capitol in January 2021, Brazil’s president Jair Bolsonaro threatened: “If we don’t have printed ballot papers in 2022, so we can check the vote, we’re going to have worse trouble than in the United States.” For the past four years Bolsonaro has been telling his political base that the voting system is not to be trusted, echoing tactics used by former US president Donald Trump before the last US election.
Chapa Lula-Alckmin lembra a aliança das Diretas Já | por Cláudio Couto
Em seu discurso de filiação ao PSB, o ex-governador paulista, Geraldo Alckmin, deu o tom do que significa sua aliança com o ex-presidente Lula. “Temos que ter olhos abertos para enxergar, a humildade para entender aquele que melhor reflete e interpreta o sentimento de esperança do povo brasileiro.
Relações Judiciário-Executivo no governo Bolsonaro: os dois lados da moeda
O texto foi originalmente publicado, em inglês, no blog PexNetwork.com, como parte da série Bolsonaro Government: a disruptive presidency? O princípio da separação de poderes, que remonta ao clássico de Montesquieu, O Espírito das Leis, não está ancorado na ideia de convivência completamente independente entre Executivo, Legislativo e Judiciário, como se cada um deles funcionasse paralelamente aos demais no cumprimento de suas funções.
Quem se compadece do sofrimento de Bolsonaro? | por Cláudio Couto
Após diversos dias de férias, parte no Guarujá, no litoral paulista, parte em São Francisco do Sul, no litoral catarinense, Jair Bolsonaro teve de ser levado às pressas para um hospital na capital paulista, novamente em decorrência de uma oclusão intestinal. Rapidamente, foi postada fotografia sua com uma sonda nasal, na cama do hospital, como a demonstrar a fragilidade da saúde presidencial.
Ingenuidade é inaceitável para políticos profissionais. Cinismo e covardia talvez sejam | por Cláudio Couto
No dia 26 de dezembro, domingo, o jornal português “Diário de Notícias” publicou uma entrevista com a senadora Simone Tebet (MDB-MS), pré-candidata à Presidência da República por seu partido. No título da matéria, o periódico destacou uma declaração da congressista: “Ninguém imaginava que Bolsonaro seria o pior presidente da história”. Eis uma afirmação que talvez seja crível saindo da boca de uma pessoa comum do povo, sem vivência ou informação política.
Brasil. Lula da Silva e Geraldo Alckmin: uma ‘chapa’ para o PT ganhar o centro
Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante. Para Lula da Silva não é suficiente vencer as eleições presidenciais de 2022, o seu objetivo parece ser o de ganhar também o centro. E há já vários sinais nesse sentido.
Por que há resistência em reconhecer o autoritarismo em Cuba, Nicarágua e Venezuela? | por Claudio Couto
Causou furor na imprensa e nas redes sociais a comparação que fez Lula, em entrevista ao El País na Espanha. O ex-presidente, na resposta a um questionamento da jornalista Lucía Abellan sobre as eleições nicaraguenses, que não foram reconhecidas por grande parte dos países democráticos da comunidade internacional, equiparou a longevidade no poder de Daniel Ortega àquela de líderes de democracias europeias. Lula disse que todo político que se acha insubstituível transforma-se num pequeno ditador.
O autoritarismo da Lava Jato vai às urnas. Os próximos meses prometem
Sérgio Moro e Deltan Dallagnol anunciaram, quase que simultaneamente, sua entrada definitiva na política eleitoral. Vê-se que o jogo combinado entre eles segue operante e sincronizado. Entrada definitiva, porém, não inicial. Foi o blog satírico Sensacionalista que melhor sintetizou essa ida às urnas dos dois principais atores da Operação Lava Jato: “Moro e Dallagnol decidem participar das eleições pela segunda vez”.
No G20, Bolsonaro é visto como um pateta desajeitado | por Claudio Couto
A passagem de Jair Bolsonaro pela Itália neste final de outubro, início de novembro, para a reunião do G20 e o recebimento de homenagem por ultradireitistas, proporcionou uma síntese exemplar do que é seu governo: isolamento, incompetência, desprezo, truculência, inadequação, patetice, cafonice e vexame. Ou seja, tudo aquilo que os bolsonaristas desejam e consomem avidamente.
A tanatocracia de Bolsonaro cumpre suas promessas
O bolsonarismo não diz respeito apenas a um governo e seu chefe, mas a um momento da sociedade brasileira e a um movimento que esse momento enseja. Nesse contexto, a presidência de Bolsonaro é, ao mesmo tempo, o principal desdobramento e um catalizador do movimento. O candidato e, depois, o presidente, lograram preencher um espaço para o qual havia demanda social ainda não atendida por nenhuma outra liderança política.
Os dias seguintes ao 7 de Setembro de Jair Bolsonaro
O 7 de Setembro de Jair Bolsonaro foi em boa medida o que se esperava dele e de seu promotor. Bolsonaro é, sem dúvida, um político de comportamentos chocantes, mas está longe de ser surpreendente. Tudo o que faz é bastante previsível, considerando-se sua trajetória política de absoluta coerência: Bolsonaro sempre foi um político boçal e extremista – não seria a Presidência da República, com mais poder do que nunca, que o tornaria coisa melhor.
O 7 de Setembro fascista é o último aviso; depois, o único remédio é a violência
Na sexta-feira que antecedeu o 7 de Setembro fascista, Jair Bolsonaro escalou muitos degraus em seu conflito autoritário com os outros poderes, em particular o Judiciário. Informou que a data cívica por ele sequestrada servirá de ultimato aos ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Ou bem eles se curvam à vontade “do povo” – ou seja, de Bolsonaro – ou ele e sua trupe jogarão fora “das quatro linhas da Constituição”.
Um golpe bolsonarista, com policiais e milicianos, não produziria algo funcional
Às vésperas das manifestações fascistas do 7 de setembro, convocadas por Jair Bolsonaro, seu governo faz água por todos os lados – na economia, na popularidade, no apoio empresarial, nas relações institucionais e na política externa. É por isso, aliás, que o presidente tem na mobilização do feriado da Independência – como ele mesmo deixou claro – uma oportunidade. Disse a seus apoiadores que seria um ensejo importante, embora sem definir para quê.
Bolsonaro arma sua tentativa de golpe
Uma série de movimentos do presidente Jair Bolsonaro e de seu entorno nos últimos dias mostra: ele prepara um golpe de Estado. Bolsonaro é um homem sem futuro, o que lhe obriga a tentar resolver tudo no presente imediato. Findo seu tenebroso mandato, o que lhe espera são os tribunais – aqui e lá fora. Por isso, não à toa ele investe especialmente contra as cortes. Não é só por isso, claro. É o Judiciário que tem interposto os maiores obstáculos a seu projeto autoritário de poder, no presente.
Com a ofensiva de Bolsonaro aos tribunais, a crise política muda de patamar
Um governo extremista e populista, como é o de Jair Bolsonaro, produz uma crise política crônica. Governos dessa natureza têm na crise contínua o seu estado normal – assim, por paradoxal que seja, o normal é a anormalidade. A figura política de Jair Bolsonaro já seria por si só suficiente para gerar esta crise.
Bolsonaro precisa ser contido. Se possível, com impeachment, diz cientista político
A investigação aberta pelo TSE contra o presidente Jair Bolsonaro por ataques ao sistema eleitoral brasileiro, que pode ter desdobramentos também no Supremo Tribunal Federal, não foi apenas um recado de um poder para outro, mas pode servir como uma faca no pescoço: se o presidente insistir no discurso de que as próximas eleições não terão validade sem voto impresso, poderá ser responsabilizado e mesmo ficar de fora do pleito de 2022.
Se gritar pega Centrão, não falta um meu irmão...
Parece que foi ontem que, comemorando a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro, o general Augusto Heleno, o Pequeno, cantarolou: “e se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão…”. A alusão era ao mítico samba “Reunião de Bacanas”, de Ary do Cavaco e Bebeto di São João, imortalizada pelo grupo Exporta Samba no começo dos anos 1980 e, depois, regravada por outros artistas.
André Mendonça, um ministro terrivelmente pequi-roído | por Cláudio Couto
A indicação do advogado-geral da União André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal, é bastante coerente com vários aspectos que caracterizam o governo Bolsonaro (embora não esgotem seu rol de defeitos): autoritarismo, desrespeito ao Estado laico, adulação… Seria possível acrescentar também mediocridade, considerando os argumentos que o AGU apresentou recentemente ao STF, em sua sustentação oral na ação referente ao fechamento ou não de igrejas durante a pandemia.
Com Bolsonaro em queda e mais pressionado, o caminho está cada vez aberto para Lula da Silva voltar à presidência
Ainda falta mais de um ano para as eleições presidenciais no Brasil, mas o país já respira um ambiente de pré-campanha. Ciente de que terá Lula da Silva pela frente, Jair Bolsonaro, há cerca de um mês, passou ao ataque e disse que havia um “ladrão candidato”, um rótulo que durante vários anos foi colado ao ex-Presidente brasileiro devido às suas condenações na justiça.
E se Lula da Silva se candidatar contra Jair Bolsonaro? “Vai ser um extremismo absurdo”
i Getty Images Getty Images Com as sentenças anuladas, Lula parece estar já em campanha. Candidatura em 2022 é "inevitável" e a polarização pode beneficiá-lo, implodindo o centro. Imagem de "político injustiçado" é a maior arma.
Análise: Não se deve ludibriar Congresso e Justiça em regras sobre armas
Todas essas mudanças - nas regras do porte e posse de armas - precisam ser feitas pelo Congresso, por um projeto de lei, e não por um decreto, exatamente para que sejam discutidas com a sociedade. Não é meramente uma questão formal, mas há claramente a necessidade de discutir essas regras com a população. Nesses textos que foram sancionados pelo presidente já foram constatados vários erros.
Opinião - Cláudio Couto e João Villaverde: A sina dos 30 anos
Desde 1930, o Brasil passou por muitas reviravoltas políticas, mas há uma que aparentemente se repete de 30 em 30 anos —e sempre termina mal. Eleito no final daquele ano, Júlio Prestes não chegou a tomar posse. Os estertores da República Velha, já abalada pelas revoltas tenentistas e pela crise econômica, geraram o levante que guindou Getúlio Vargas ao poder central, iniciando um novo ciclo, de grandes transformações no país.
The Brazilian President wants to celebrate the dictatorship
Brazil’s sitting President Jair Bolsonaro built his political trajectory based on two complementary strategies. On one hand, he cultivated a faithful base of voters among members of the Armed Forces and law enforcement—thanks in part to his fierce defense of their corporatist interests. On the other, he became notable for his penchant for hate speech, always taking it a notch higher than his peers in politics. For decades, Mr. Bolsonaro got the media’s attention thanks to his outrageous remarks.
O vice à espreita
Tradicionalmente, a escolha do candidato a vice nas chapas majoritárias é parte da construção da coligação eleitoral. Isso vale nas eleições de prefeito, governador e presidente da República. Assim, é comum que algum partido aliado daquele do cabeça de chapa seja responsável pela indicação do eventual substituto. Frequentemente, escolhe-se também um vice que agregue algo que falta à imagem do candidato principal, ampliando-o em termos regionais, de extração social, gênero ou ideologia.
Laços de família
Entre 2000 e 2002, Flávio estudava direito e estagiava no Rio de Janeiro. Isso não o impediu de estar simultaneamente empregado na liderança do PPB na Câmara dos Deputados. O PPB de Paulo Maluf também era, à época, partido do pai de Flávio, Jair. E o cargo ocupado pelo filho era antes ocupado por Ana Cristina - então esposa do pai.
O papel do STF no bolsonarismo de coalizão
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, sinaliza desde a campanha para um novo modo de construir maiorias legislativas. Em vez de seguir o protocolo de todos os governos brasileiros no período pós-transição democrática, não construiria coalizões partidárias no Congresso. No lugar delas, optaria por negociações transversais, alicerçadas sobre as bancadas temáticas organizadas no Legislativo - no caso dele, notadamente, a ruralista, a evangélica e a da segurança pública.
Why Brazil's right calls Nazism a left-wing movement
Notice: Undefined index: paid_message in /home/brazili8/public_html/wp-content/themes/brazilian_report_2019/inc/shortcodes/readmore-cta.php on line 64 At times, Brazil does seem to be a country straight out of Bizarro World. Earlier this week, a social media clash showed just how difficult things have gotten around here. After the German Embassy in Brasília published a video about Nazism – highlighting its extreme-right politics – Brazilian netizens went berserk.
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