Plínio Doyle foi uma figura central da cultura carioca do século passado. Durante muitos anos, foi advogado da Editora José Olympio, o que significa que praticamente todos os grandes contratos da literatura brasileira passaram por suas mãos — e, com eles, boa parte das histórias, vaidades e intrigas do meio. Acabou amigo de quase todos os autores. Naquele mundo pré-celular, em que até linha telefônica era artigo de luxo, as pessoas ainda se frequentavam.