No século XIX, o médico J. Marion Sims realizou cerca de trinta cirurgias experimentais em Anarcha Westcott, uma mulher negra escravizada, sem anestesia, com base na justificativa de que corpos negros possuíam resistência inata à dor e um sistema nervoso menos sensível que o de pessoas brancas.1 Em pacientes brancas, Sims utilizava anestesia para procedimentos muito mais simples, demonstrando que a decisão era fundada em desumanização racial, sem qualquer amparo científico.