Érico Assis
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Articles by Érico Assis
122: UM MACHO INÚTIL E UMA FÊMEA DOMINANTE
Nem sonho em achar tempo para escrever algo original esta semana. Vamos à gaveta:mais uma das introduções que eu escrevi para a COLEÇÃO SNOOPY, CHARLIE BROWN & FRIENDS, da editora Planeta DeAgostini. Revisei, mudei algumas coisas e fiz uns acréscimos.
121: PÁGINAS VIRADAS EM 2025
Hoje, meia hora depois de eu começar essa newsletter, um transformador explodiu a uma quadra do meu prédio. Ficamos sem energia elétrica durante três horas e meia. Não consegui fazer nem newsletter nem nada. É fim de ano, eu tenho um monte de trabalho e de vida pra fazer antes do dia 31 e não sei como vou dar conta. Então, a doze dias da morte de 2025, passo a régua nas minhas leituras do ano. Porque eu sou daquelas pessoas que anotam num caderninho (digital) tudo que lê.
120: BONE ANTES DE BONE
Olá, você! Uops! Hã… oi. Meu nome é Espinho. ❤️ Hã. Você é novo por aqui? Fone Bone. E o seu? A pessoa tem que começar por algum lugar. Jeff Smith começou por aqui. Essa é a primeira tira que Smith publicou no Lantern, jornal da Universidade Estadual de Ohio. É a estreia de BONE. Mas a tira não se chamava BONE. O nome era THORN. Ou “Espinho”. Então… eu moro ali com a minha avó, mas passo mais tempo aqui na floresta. (Ai, que felicidade!) Quero te apresentar a todos os meus amigos. Eles são bichos.
119: VINAGRE E PAPEL PARDO
Antes do assunto de hoje: continuamos em Sexta-Feira Sombria na virapágina. A assinatura anual está com 30% de desconto até o dia 6/12. É a chance de ler conteúdo exclusivo e participar de promoções exclusivas! Falando em promoção exclusiva, tem uma ali na frente, na seção de links dos meus trabalhos… O grande motivo para eu ter começado a série sobre a tradução de TOMORROW STORIES: CONTOS DO AMANHÃ, de Alan Moore e companhia, é esta história chamada “Adeus, Minha Canção de Ninar”.
118: QUEM CARREGOU O PIANO
Antes de entrar no assunto de hoje, um recado: a virapágina 116, onde listei os dez melhores quadrinhos do ano, foi a mais acessada da história de todas as virapáginas. Obrigado! Eu estava com medo de fazer listas, porque eu gosto de listas e me acho brega. Mas parece que vocês gostam tanto de listas quanto eu. Não que vocês sejam bregas. Talvez eu não seja brega! Em espírito de sexta-feira sombria, recomendo que você dê mais uma espiada naquela lista e use os links.
117: FAÇA MACRAMÊ, NÃO FAÇA GUERRA
Vamos com mais um capítulo dos meus comentários à tradução de TOMORROW STORIES: CONTOS DO AMANHÃ, de Alan Moore e companhia? Vamos. Porque a América é progresso! Para quem ainda não viu minha sequência sobre TOMORROW STORIES, comecei na virapágina 111 com a primeira história de Juca Q. Ligero, na virapágina 112 falei da primeira história de Filho da América e U.S. Anja, na virapágina 114 de uma de Greyshirt e voltei a Juca Q. Ligero na virapágina 115.
116: OS DEZ MELHORES QUADRINHOS QUE A HUMANIDADE JÁ FEZ EM 2025
Tem pessoas que me conhecem pelos textos antes de conhecer no mundo real. De nove em cada dez vezes que eu encontro essas pessoas em algum evento por aí, elas olham nos meus olhos e dizem: “Comprei muito gibi por culpa sua”. Talvez seja um agradecimento, mas parece uma acusação. Uma condenação? Você, pessoa, teve que gastar em mais um gibi caro porque eu falei daquele gibi caro. E aí você salivou e ficou muitas janjas mais distante daquela harmonização facial. Desculpe.
115: O TÉDIO DO PERSONAGEM BÍBLICO SECUNDÁRIO
Começamos a ver alguma personalidade no pretenso brutamontes com altura de “seis côvados e um palmo”. Golias não é de falar muito, mas vemos que ele gosta de observar as estrelas, de prestar atenção nos animais que avista no vale.
114: COMO A VIDA VAI
Na virapágina 111, comecei uma seção nova dessa cartinha para comentar a tradução de TOMORROW STORIES: CONTOS DO AMANHÃ, de Alan Moore e companhia. Continuei na 112. Pulei na edição da semana passada. Vamos para o terceiro capítulo. Hoje, vamos de Greyshirt. Começo pela segunda história do personagem: “Como a Vida Vai”. Greyshirt é criação de Moore com Rick Veitch, parceiros da época de Monstro do Pântano. A inspiração dos dois, dessa vez, foi THE SPIRIT, o clássico de Will Eisner.
113: O INFABULOSO
Daqui a uns dias, esse livro que tem meu nome na capa comemora dez anos. Com toda a glória e todas as críticas. O FABULOSO QUADRINHO BRASILEIRO DE 2015 começou no dia em que o , na época capitão da Narval Comix, me ligou para avisar que ia fazer uma coleção tipo BEST AMERICAN COMICS. Só que do Brasil. E que eu estava convidado para ser o primeiro editor. Não acreditei, desliguei o telefone na cara do Rafa. Ele me ligou de novo e disse que era sério.
112: MICROMECENATO
Se a virapágina fosse uma casa, o tuíte abaixo estaria emoldurado na cozinha. Aviso que trouxe ele para cá porque tenho intenções comerciais. Vou subverter esse tuíte porque quero seu dinheiro. — Laura Keating Laura Keating é escritora. O tuíte é antigo e Keating nem está mais no Twitter/X. Mas a recomendação ainda circula por aí, para surpresa da própria autora. Chegou a mim pelo Instagram.
111: SÉ LEST
Interrompemos a programação normal para falar de música. Um assunto do qual eu entendo tanto quanto entendo de futebol. O caso é que, na semana passada, o arrebatamento chegou. Os escolhidos foram levados para encontrar o criador nos ares. E a nós - eu, que não estava lá, nem você, se também não estava lá - só resta continuar na sarjeta do mundano. Mas nós, na lama, ainda temos o YouTube. É o que eu entendi de comentários como: Eu nunca vou esquecer essa noite.
110: PEANUTS NA PANDEMIA
Ontem, PEANUTS completou 75 anos. Há cinco anos, me perguntaram se eu podia ser um especialista em PEANUTS. Eu não era, mas resolvi que ia ser. A pergunta não foi bem essa. Quem me fez a pergunta foi o , escritor, grande figura da tradução, ás da preparação de texto e ele, sim, especialista em PEANUTS. Boide já tinha traduzido dez volumes do PEANUTS COMPLETO, coleção criminosamente descontinuada no Brasil.
109: SAUDAÇÕES VASCAÍNAS
Conheço o faz uns anos. Conheci os quadrinhos do Alexandre S. Lourenço antes de conhecer o homem. Foi em algum lugar da internet, na idade dos blogs. Eram pequenas tiras com gente que falava pouco e fazia pouco, mas falava pouco e fazia pouco em muitos, muitos quadros, o que dizia muito. Conheci o Alexandre S. Lourenço em pessoa em alguma Bienal de Quadrinhos de Curitiba, provavelmente. Ele fala menos que um personagem dos quadrinhos do Alexandre S. Lourenço.
108: CAÇÕES DAS CAÇAPAS
Minha tradução mais difícil do ano foi a desta página: Antes de eu explicar como eu traduzi essa página, deixa eu explicar como cheguei nessa página. É uma das últimas páginas de O PRIMEIRO GATO NO ESPAÇO E A FÚRIA DO CLIPS, de Mac Barnett e Shawn Harris. Que é o terceiro livro da série O PRIMEIRO GATO NO ESPAÇO. Traduzi estes três. Também traduzi o quarto livro, que entreguei na semana passada e acho que ainda não tem data de lançamento. Acho que sai no início do ano que vem. Tudo pela Baião Livros.
107: JOÃO BARBOSA E XERÊTA - PARTE 2
Continuo em dias apertados de trabalho e da vida, então a cartinha de hoje é mais um texto reaproveitado. É a continuação do texto da semana passada, como eu prometi: É outra das introduções que eu escrevi para a COLEÇÃO SNOOPY, CHARLIE BROWN & FRIENDS, da editora Planeta DeAgostini. Revisei, mudei algumas coisas e fiz uns acréscimos. Como outros que já publiquei aqui na virapágina: O texto completo é só para assinantes que investem na virapágina.
106: JOÃO BARBOSA E XERÊTA
Estou viajando, por isso a cartinha de hoje é um texto de gaveta. É um dos que eu escrevi para a COLEÇÃO SNOOPY, CHARLIE BROWN & FRIENDS, da editora Planeta DeAgostini. Revisei, mudei algumas coisas e fiz uns acréscimos. Quem acompanha a virapágina sabe que já recorri a esses textos em outras ocasiões… O texto completo é só para assinantes que investem na virapágina. Se você não é um deles ou delas, não se preocupe: custa só R$ 16/mês ou R$ 160 por ano. Menos de R$ 4 por edição.
105: QUANDO BILQUIS EVELY GANHOU UM EISNER
Uma cena da Comic Con de San Diego 2025. Todas as fotos deste texto vieram do arquivo pessoal de Bilquis Evely e Matheus Lopes A entrega do 37o Will Eisner Comic Industry Awards aconteceu na sexta-feira, 25 de julho de 2025, no Hilton San Diego Bayfront Hotel, durante a Comic Con de San Diego. O evento começou na quinta-feira anterior, dia 24, e foi até o domingo, dia 27. O Prêmio Eisner é um prêmio da indústria de quadrinhos dos Estados Unidos, como o nome em inglês diz.
104: DOIS ANOS
Há um ano, eu declarei que a virapágina estava completando um ano. Esse não é meu jeito torto de dizer que a virapágina está completando dois anos na edição de hoje. Se você contar por data de nascimento, a primeira virapágina é de 1 de setembro de 2023. Faltam uns dias para o “aniversário”, se você conta pelos dias. Mas eu conto pelas semanas que leva para produzir essa cartinha. Um ano tem 52 semanas. Estou completando duas vezes 52 semanas. Essa cartinha semanal tomou dois anos da minha vida.
103: DEZ MIL MANCHAS
Estava eu naquele evento de quadrinhos em Montevideo, em setembro do ano passado, e vi na programação um bate-papo com . Como era em Montevideo, devia ser uma Charla con Jeff Lemire. Jeff Lemire no mesmo evento que eu? O cara do Grande Norte Gelado veio ao sul do sul do mundo? Tentam trazer o Lemire para eventos no Brasil faz anos e ele sempre inventa desculpa. Esses uruguaios são bons. E eu dei sorte.
101: CONSTRANGENDO BRANCO RICO
“Quando comecei a fazer a tira, meu objetivo era constranger branco rico”, conta o quadrinista Leandro Assis. “Mais especificamente branco rico da zona sul do Rio. Ainda mais especificamente os que votaram no Bolsonaro. Aquele pessoal que reclamava porque ‘aeroporto virou rodoviária’, era contra cotas e contra a PEC das empregadas.” O quadrinho de Assis era publicado no Instagram e chamava-se OS BOLSOMINIONS.
100: IMPORTANTISMO
Quando eu penso em número 100, eu penso em e CAPITÃO AMÉRICA 100 e HERÓIS DA TV 100 saíram em 1987 pela Editora Abril. Setembro e outubro, respectivamente. Eu tinha sete anos. Eram “edições comemorativas”, como diz a faixinha amarela nas capas. Tinham 160 páginas, o dobro de uma edição normal. Custavam Cz$ 50, mais que três vezes o preço de cada edição anterior. HERÓIS DA TV 99 custava Cz$ 15. O preço não era só culpa do tamanho “comemorativo”; tinha a inflação do Sarney comendo.
099: ✰ - ✞
Jim Shooter aos 14 anos Jim Shooter faleceu no último dia 30 de junho aos 73 anos. Foi roteirista, desenhista, editor e dono de editora de quadrinhos. Começou na carreira aos 13 anos, quando produziu e mandou um gibi pronto para a DC Comics, editora que comprou a história sem saber que o moleque tinha 13 anos - e lançou quando ele tinha 14. Shooter viveu quase todos os sessenta anos a seguir como profissional dos quadrinhos. O português José Ruy também publicou seu primeiro quadrinho aos 14 anos.
098: HISTÓRIA ILUSTRADA DA CIÊNCIA
Chegou um livro aqui em casa. Este: HISTÓRIA ILUSTRADA DA CIÊNCIA, volume IV, de Colin A. Ronan. “A ciência nos séculos XIX e XX”. Edição de 2001, mas saiu pela primeira vez em 1987 pela Zahar. Tradução de Jorge Enéas Fortes. No alto da capa tem um crédito à “Universidade de Cambridge”. A princípio, não é um livro que eu vou ler. É um livro para completar uma coleção. Completar uma memória.
097: ALTITUDE
AILEFROIDE ALTITUDE 3.954 começa com uma história de amizade. A de Jean-Marc Rochette, o autor, e Sempé, aquele que nunca tira o capacete. Eles cresceram em Grenoble, França. A região é cercada pela serra com picos de mil e dois mil metros. Perto dali começam os Alpes Ocidentais, ponta leste da cadeia de montanhas que rasga a Europa. É a região certa para quem quer praticar montanhismo e alpinismo. Se você quer praticar, você começa cedo.
096: MONSTROS, UM PLÁGIO E UMA ESCADA
Enquanto dava uma entrevista, Barry Windsor-Smith soube que tinha sido roubado. É a entrevista que está em AMAZING HEROES n. 188, de fevereiro de 1991, aparentemente do jeito como foi gravada. O motivo da conversa entre Windsor-Smith e o jornalista Thomas Harrington era ARMA X, quadrinho que estava para sair e viria a ser um clássico de Wolverine. Mas artista e entrevistador falam de outros projetos na pauta de BWS - como o chama quem não é íntimo. Pouca gente é.
094: ENCARGOS DESGASTANTES
Alan Moore por Frank Quitely (daqui) Escritores e escritoras não escrevem pensando nos seus tradutores e suas tradutoras. Nem deviam. Já é trabalho suficiente para o bom escrevinhador e a boa escrevinhadora encaixarem uma palavra depois da outra e alcançarem a melíflua mistura de milagres musicais na língua que dominam. Nem o autor mais comercial deve pensar em como suas frases ficariam no mandarim. Ou o Dan Brown escreve matutando como vai soar para 400 milhões de chineses? Nem ele, aposto.
093: NOVE QUADROS
Saiu uma entrevista com Gabriel Bá no Off Panel, podcast de David Harper, no início da semana. Bom papo. Gostei especialmente de um trecho. Harper perguntou ao Bá sobre como é trabalhar com Gerard Way nos roteiros de UMBRELLA ACADEMY, no sentido de que Way tem formação artística e sabe desenhar. Bá, aí pelo minuto 34 do podcast: Sempre dá pra saber, quando você lê um roteiro, se o roteiro é de alguém que saberia desenhar aquilo ali ou se é o roteiro de alguém que só escreve.
083: THE F*CK YOU FOREST
as merdas absurdas que passam pela sua cabeça quando você vai desenhar a cena em que sua filha morreu: 1- não usar a palavra “morreu”. deixe em branco e depois você cola letra por letra de outra parte da página 2- desenhe só alguns quadros — o quadro em que você tocou nas costas dela para acordar, naquela manhã — desenhe em outra folha e depois você cola.
076: HÚBRIS
Alerta de gatilho: violência sexual e outras violências. “Húbris”, disse meu amigo enquanto discutíamos o escritor cancelado. Era a explicação dele. “Húbris.” Já li a palavra “húbris”, sei que é quase igual em inglês - e mais usada no inglês do que no português. Já devo ter escrito “húbris”. Não tenho certeza do que é. Sinônimo de “arrogância”, seria isso?
Gilbert Shelton relembra criação de Wonder Wart-Hog, seu herói underground
"Olhem! Lá no céu! É um pássaro!", berra um homem na rua. "É um avião!", berra outro. Uma senhorinha interrompe os dois: "Vocês berram e apontam assim toda vez que passa um pássaro ou um avião? O que é que tem de tão especial?" Surge um terceiro sujeito, que reclama com a senhorinha: "Cala a boca, dona! Era a minha deixa pra gritar feito idiota: ‘Não! É o Wonder Wart-Hog!’ É tudo showbiz, entendeu?" O quadrinho é de 1962.
Crítica: Quadrinho ácido satiriza militantes e tiroteio geral para debater racismo
Preço R$ 59,90 (64 págs.) Autoria Ben Passmore Editora Veneta Tradução Mateus Potumati As turmas da esquerda-caviar, da direita-atiradora, dos movimentos negros e da polícia, mais outros grupos e bandeiras ruidosos nas redes sociais, se encontram na rua. O que acontece? Spoiler: quem estiver desarmado toma bala na primeira militada. É o que acontece na sátira mordaz de "Esporte É de Matar", do americano Ben Passmore —dentro dos parâmetros dos Estados Unidos e com os grupos que batem boca por lá.
Crítica: Quadrinho erótico retrata o 'hardcore', não do sexo, mas das relações
Preço R$ 74,90 (176 págs.) Autoria Miguel Vila Editora Veneta Link: https://veneta.com.br/produto/fiordilatte/ Tradução Michele Varturi "Fiordilatte" começa com uma cena de sexo "hardcore" típica de sites de vídeo pornô. Mas o enquadramento é estranho, fixo no rosto da protagonista. Vemos pela cara amassada, o rímel escorrido e os balões de fala com gritos que ela não está à vontade. Ainda assim, ela goza e chama o outro de "amor". Quem fica menos à vontade é o leitor.
024: FRANKLIN, primeira parte
Estou de férias. Tentando tirar férias. Os trabalhos que deviam ter acabado em janeiro invadiram fevereiro e meus dedinhos estão gritando por descanso. Por conta disso, a newsletter desta semana e da próxima reproduzem dois textos que eu já publiquei. Eles saíram em dois volumes da COLEÇÃO SNOOPY, CHARLIE BROWN & FRIENDS, da editora Planeta DeAgostini. Traduzi e escrevi prefácios de 56 dos 61 volumes da Coleção, lançada entre 2021 e 2022.
HQ 'Patos' narra com humor a vida brutal nos campos de petróleo canadenses
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Kate Beaton tinha 21 anos quando se formou em Humanas. Precisava pagar o financiamento estudantil, um peso nas costas. Em Cape Breton, ilha no leste do Canadá onde nasceu e cresceu, as oportunidades de emprego a deixariam em dívida eterna. Ela foi trabalhar na área onde havia trabalho de sobra e bom salário: petróleo. Especificamente na indústria de extração do petróleo cru das areias betuminosas na província de Alberta, do outro lado do Canadá.
HQ 'Patos' narra com humor a vida brutal nos campos de petróleo canadenses
Kate Beaton tinha 21 anos quando se formou em Humanas. Precisava pagar o financiamento estudantil, um peso nas costas. Em Cape Breton, ilha no leste do Canadá onde nasceu e cresceu, as oportunidades de emprego a deixariam em dívida eterna. Ela foi trabalhar na área onde havia trabalho de sobra e bom salário: petróleo. Especificamente na indústria de extração do petróleo cru das areias betuminosas na província de Alberta, do outro lado do Canadá.
006: MORRER NA PRANCHETA
Vi o André Valente, quadrinista e amigo, tuitanto sobre a morte do Joe Matt e perguntei se ele queria botar alguma coisa pra fora. Ele queria. Então, com vocês, André Valente: Histórias de terror para quadrinistas Eu já passei quatro dias sem dormir. Eu trabalhava com ilustração, tinha filhos pequenos, no tempo livre fazia quadrinhos. Pra cumprir prazos, eu trabalhava de madrugada. Na noite do quarto dia, li a notícia de que David Bowie morreu.
Enquanto Isso | Como as crianças vão voltar a ler quadrinhos
E a minha filha, a menina de 12 anos que não quer ler quadrinho nem mais nada e que passou a me chamar de boomer? Confesso que estou mais nervoso com isso porque tenho lido muitos quadrinhos bons que acho que adolescentes espertas deviam ler em preparação. Nos Olhos de Quem Vê, da Helô d’Angelo, todos da Liv Strömquist, Os Crocodilos de Thomas Mathieu. Está na hora de ela se preparar para esse mundo que não é legal com as mulheres. Ela não topou.
Como o quadrinho 'Chumbo' descortina na França a ditadura militar brasileira
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Ça va, patron?", cumprimenta o violeiro, que diz que toca de tudo: "Frevo, samba, baião, fandango, maracatu, forró, xaxado, carimbó". É só pedir, ele diz: "Suffit de demander". O personagem aparece nas primeiras páginas de "Chumbo", quadrinho de Matthias Lehmann que sai em agosto na Europa. O violeiro sintetiza a mistura entre francês e português bem brasileiro que vão se cruzar pelas mais de 300 páginas do álbum.
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Ça va, patron?", cumprimenta o violeiro, que diz que toca de tudo: "Frevo, samba, baião, fandango, maracatu, forró, xaxado, carimbó". É só pedir, ele diz: "Suffit de demander". O personagem aparece nas primeiras páginas de "Chumbo", quadrinho de Matthias Lehmann que sai em agosto na Europa. O violeiro sintetiza a mistura entre francês e português bem brasileiro que vão se cruzar pelas mais de 300 páginas do álbum.
Como o quadrinho 'Chumbo' descortina na França a ditadura militar brasileira
"Ça va, patron?", cumprimenta o violeiro, que diz que toca de tudo: "Frevo, samba, baião, fandango, maracatu, forró, xaxado, carimbó". É só pedir, ele diz: "Suffit de demander". O personagem aparece nas primeiras páginas de "Chumbo", quadrinho de Matthias Lehmann que sai em agosto na Europa. O violeiro sintetiza a mistura entre francês e português bem brasileiro que vão se cruzar pelas mais de 300 páginas do álbum. É misturado tal como o autor, um parisiense de mãe brasileira.
Enquanto Isso | Quantos Big Macs custa o seu gibi
Chegou aqui em casa a caixa com Verões Felizes: Edição Integral. Edição grandona da Pipoca & Nanquim, com dimensões avantajada de quadrinho europeu. Parrudas, mais de 300 páginas. Capa dura, papel acetinado. Coisa bonita e luxuosa. Lembro da primeira vez que vi uma dessas éditions intégrales do quadrinho franco-belga e pensei que, rá, nunca ia se ver quadrinho desse jeito no Brasil.
Enquanto Isso | Moore & Gibbons, Ruppert & Mulot e as parcerias que acabam
Conforme Alan Moore ficou mais puto com a DC e com a briga por Watchmen – enquanto Gibbons continuava apoiando a editora –, a amizade sofreu abalos, mas não terminou. A coisa só ficou feia de verdade na época de Watchmen: O Filme. Moore dizia há tempos que não queria envolvimento nenhum com o filme, nem mesmo crédito. A DC topou, Gibbons topou, o diretor Zack Snyder topou. Até aí tudo bem.
Enquanto Isso | Mangá é melhor que gibi e gibi é melhor que mangá
Podíamos ficar dias comparando as vantagens e desvantagens entre mangás e outros gibis. Eu até gostaria, mas quero chegar ao meu argumento principal. A dois, na verdade. Primeiro: mangás são quadrinhos. Mangá é gibi. Mangá e comics são a mesma coisa. O que eu achava que era óbvio, até entrar em algumas discussões de gente argumentando que são coisas diferentes. Sim, os quadrinhos se desenvolveram de um jeito no Japão e de outro nos Estados Unidos, de outro no Brasil, de outro entre os franco-belgas.
Enquanto Isso | O quadrinho brasileiro que viaja para o exterior
A lista de “graphic novels do mês” do Paul Gravett é um link em que eu tenho que clicar assim que aparece. Faz anos que Gravett – editor e crítico britânico, autoridade no quadrinho mundial – monta essa lista do que vai sair de interessante em inglês, com antecedência de três meses. Mas interessante mesmo, porque Gravett já viu de tudo e quer quadrinho inovador. São uns 20 a 30 lançamentos por mês, que incluem grandes nomes até figuras novas, e tanto editoras gigantes quanto pequenas.
Enquanto Isso | O aardvark e o babaca
Dave Sim é um babaca. Você pode trocar a desqualificação por outra do nível mais baixo que quiser: é um imbecil, um chauvinista, um misógino, um cuzão, um arrombado, um traste, uma metralhadora de bosta. Vou chamar de babaca, mas você lê em “babaca” todas as palavras que achar pior. Vai ler com razão. Cerebus é um marco histórico nos quadrinhos.
Enquanto Isso | 35 páginas que eu li no ano passado
Veja que Reckless responde “A vida” no maior quadro da página. Os outros quadros são rostos em primeiro plano, acompanhando o diálogo entre Reckless e Rachel. O quadro em que ele diz “A vida” é o que mais expõe Reckless, da cintura para cima, assim como lhe dá um cenário de fundo. Metade do seu corpo está na sombra e ele projeta uma sombra grossa no muro de casa.
Enquanto Isso | Ramon Vitral versus Jeff Bezos
Já chamei o Vitralizado, site do Ramon Vitral, de “Comics Journal brasileiro”. Assim como a revista norte-americana quase cinquentenária, Vitral publica entrevistas que o jargão jornalístico chama “de fôlego” com figuras desse mundinho-nicho dos quadrinhos. Uma bateria de perguntas para ir a fundo no que Joe Sacco, Emil Ferris, Rafael Coutinho, Helô D’Angelo, Marcelo D’Salete, Nina Bunjevac e outros e outras pensaram sobre os quadrinhos que fizeram.
Enquanto Isso | A memória do quadrinho nacional como terapia
Toni Rodrigues começa me dizendo que a MeMo é sua reação aos fãs de quadrinhos mais jovens que “sequer haviam ouvido falar de nomes como Rodolfo Zalla, Jayme Cortez e Nico Rosso.” Mais à frente na conversa, ele diz que a MeMo, para ele, “é muito terapêutica”. A MeMo é a “revista da memória gráfica”, como diz o subtítulo. A publicação recupera biografia, artes e fotos de grandes nomes do quadrinho brasileiro no século 20.
Enquanto Isso | Meu primeiro e quinquagésimo Festival d’Angoulême
O Festival d’Angoulême completou 50 anos na semana passada e seu frequentador típico é mais velho que o evento. O típico frequentador do Festival d’Angoulême tem barba grisalha e cabelo, quando há, grisalho. O típico frequentador analisa os estandes de longe, um leão escolhendo a caça na savana. Ele pega um álbum, abre e analisa por cima dos óculos, como se analisasse a consistência da gota do vinho escorrendo na taça.
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