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Articles by Gaudêncio Torquato
A América Latina partida ao meio
A América Latina transformou-se em um imenso tabuleiro ideológico, no qual as peças se distribuem entre os campos da esquerda e da direita. O centro político, que durante décadas abrigou partidos moderados, coalizões pragmáticas e projetos de conciliação, perde espaço diante da radicalização dos discursos. Com diferenças de intensidade e peculiaridades nacionais, o continente parece caminhar sobre uma corda esticada entre dois polos. O equilíbrio tornou-se exceção. A confrontação, regra.
O dia da cidadania
Há dias em que um país parece caber numa fila. Gente de diferentes idades e profissões aguarda a vez de realizar um gesto simples: escolher quem deverá governá-la. Neste domingo, 25 de outubro, o Brasil voltará às urnas para decidir quem ocupará a Presidência da República. Será o seu Dia da Cidadania. Depois das campanhas, a palavra passará dos palanques às mãos do eleitor.
A crise no STF entra na urna
Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político. O Supremo Tribunal Federal não disputa eleições, mas a crise que se instalou em seu interior já entrou na campanha. A sessão extraordinária de 15 de setembro mostrou ministros divididos, acusações recíprocas e divergências sobre como examinar as suspeitas surgidas no caso Banco Master. O plenário terminou sem decidir se Alexandre de Moraes será investigado.
A crise do judiciário e seus efeitos sobre a sociedade
Foto: Gaudêncio Torquato Uma crise do Judiciário não fica confinada aos palácios de Justiça. Ela atravessa as ruas, alcança a economia, contamina a política e altera a relação do cidadão com o Estado. Quando tribunais são percebidos como lentos, seletivos, corporativos ou politizados, não se enfraquece apenas a imagem de juízes e ministros. Enfraquece-se a crença de que a lei vale para todos — patrimônio da democracia. A crise brasileira tem várias dimensões.
Recife, minha Veneza da saudade
Talvez seja esse o destino das cidades amadas: deixar de ser apenas lugar e tornar-se parte de quem as viveu. Recife, minha Veneza................ Galo da Madrugada 2026 - JAILTON JR./JC IMAGEM Clique aqui e escute a matéria Siga o JC no Google e acompanhe tudo o que você precisa Seguir no Google Em conversas com amigos e familiares, moradores ou ex-moradores de Recife, passamos agradáveis momentos relembrando os encantos de nossa Veneza brasileira.
Os brasileiros estão saturados do bate-boca da polarização
Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político. Os brasileiros dão sinais de cansaço diante do interminável bate-boca da polarização. Prova disso é o súbito crescimento do professor Augusto Cury na última pesquisa Nexus/BTG, o único dos candidatos “nanicos” a chegar ao índice de dois dígitos (11%). Para ele, a polarização política é uma "doença, um fator que adoeceu e dividiu o Brasil de forma psicótica e esquizofrênica”.
A economia do medo
Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político. O medo é uma das emoções mais antigas da humanidade. Foi ele que ensinou nossos ancestrais a fugir dos predadores, buscar abrigo e proteger a família. Como mecanismo de defesa, preserva a vida. O problema começa quando deixa de ser reação a um perigo concreto e passa a ser produzido, ampliado e administrado por governos, empresas, grupos políticos e plataformas digitais.
O estado midiático
Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político. O vedetismo é característico do atual ciclo de declínio dos mecanismos clássicos da política – partidos, parlamentos, ideologias. Tem mais impacto em sociedades menos desenvolvidas, como a nossa, do que em democracias consolidadas, onde a mídia ainda costuma refletir, ao lado da competição entre quadros, diferenças de visões doutrinárias.
Nova fisionomia da administração pública
Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político. Quem se der ao exercício de contemplar a fisionomia nacional vai deparar com imensos contrastes.
Os 7% que podem inclinar a balança
A pouco mais de 200 dias da eleição presidencial, marcada para 4 de outubro de 2026, um dado aparentemente modesto começa a ganhar densidade política: o contingente de eleitores que se declara independente, estimado em torno de 7% do eleitorado, pode vir a exercer papel decisivo na definição do próximo presidente da República. O número, à primeira vista, parece pequeno. Mas, em ambiente de polarização intensa e disputa apertada, minoria móvel vale mais do que maioria silenciosa.
Do coração à cabeça: o voto mais racional
A razão, como mecanismo para a tomada de decisões, está ampliando consideravelmente seus espaços junto aos segmentos sociais, inclusive nos setores populares, tradicionalmente conhecidos por agir intensamente sob o impacto das emoções. Há sinais cada vez mais visíveis de que o voto no Brasil começa a deixar o terreno exclusivo da emoção para ingressar no campo da racionalidade. O eleitor continua sensível ao carisma, à empatia, aos símbolos partidários e às narrativas de identidade.
O imposto e a urna: quando o Leão ajuda e quando morde
Em política, poucas coisas são tão impopulares quanto imposto. Mas poucas coisas são tão poderosas quanto imposto. Ele é o termômetro do cotidiano: está na nota fiscal, no contracheque, no frete, no combustível, na conta de luz, no carrinho do supermercado. E quando o Estado toca no bolso, o eleitor não pede power point. Pede explicação _ e, se não vier, pede culpado. A reeleição de Lula, como qualquer reeleição, depende de uma equação simples e cruel: "minha vida melhorou ou piorou?".
Rejeição: o Calcanhar de Aquiles nas disputas eleitorais
Costuma-se ler as pesquisas eleitorais a partir dos índices de aprovação dos candidatos. Quem cresce dois, três ou quatro pontos nas intenções de voto vira manchete. Quem cai acende o sinal amarelo. O foco recai, quase sempre, sobre o contingente de eleitores dispostos a sufragar este ou aquele nome. Mas há um outro indicador, menos festejado nas análises apressadas e, paradoxalmente, mais decisivo para o desfecho de uma eleição majoritária: o índice de rejeição.
Opinião - Gaudêncio Torquato: Quando o impoderável entra em cena
Na política, há um fator incontrolável que não pede licença para entrar no saguão eleitoral e mudar o mapa dos votos. É o imponderável. Pode ocorrer a qualquer momento, em qualquer lugar. Acidentes ou incidentes graves, eventos de grande impacto, borrascas inesperadas se escondem na caixa das coisas imponderáveis —prontas para saltar sobre campanhas que pareciam seguir, firmes, o roteiro previamente traçado pelos marqueteiros. Conto uma historinha.
O Supremo vive um dos piores momentos de sua história
O Supremo Tribunal Federal atravessa, talvez, o ponto mais delicado de sua história recente. Pressionado por ataques políticos, campanhas de desinformação, tensões com o Congresso e agora envolvido diretamente em megainvestigações como o caso do Banco Master e o roubo dos aposentados do INSS, o tribunal virou o epicentro das desconfianças sobre o próprio sistema de justiça brasileiro. A crise não começou hoje.
O crescimento do populismo no mundo
O populismo, outrora um fenómeno esporádico e localizado, tornou-se, nas últimas décadas, uma força global. De Donald Trump nos Estados Unidos a Lula e Jair Bolsonaro no Brasil, de Giorgia Meloni em Itália a Viktor Orbán na Hungria, passando por movimentos populistas em França, Polónia, Argentina e até Portugal, assistimos à emergência ou consolidação de lideranças políticas que se reclamam da “vontade do povo” contra as elites. Mas o populismo é um sintoma ou uma doença da democracia?
O CRESCIMENTO DO POPULISMO NO MUNDO
O populismo, outrora um fenômeno esporádico e localizado, tornou-se, nas últimas décadas, uma força global. De Donald Trump nos Estados Unidos a Lula e Jair Bolsonaro no Brasil, de Giorgia Meloni na Itália a Viktor Orbán na Hungria, passando por movimentos populistas em França, Polônia, Argentina e até Portugal, assistimos à emergência ou à consolidação de lideranças políticas que reclamam para si a "vontade do povo" contra as elites. Mas o populismo é um sintoma ou uma doença da democracia?
Eleitor não é bobo
Durante muito tempo, repetiu-se como mantra que o eleitor brasileiro tinha memória curta. A tese serviu de álibi para governantes, partidos e grupos de interesse que apostavam no esquecimento como método político. O problema é que o tempo passou, o país mudou — e o eleitor também. Hoje, mais informado, mais desconfiado e mais atento às conexões de poder, o cidadão percebe quando a retórica não corresponde aos fatos.
Barriga, bolso e voto: os instintos que decidem a eleição
A política costuma ser explicada por ideologias, discursos e estratégias partidárias. Mas, no fundo, o voto nasce em um território mais primário e menos sofisticado: o dos instintos humanos. A psicologia ajuda a compreender por que, em períodos de crise ou bonança, o comportamento do eleitor muda radicalmente. Antes de ser militante ou ideológico, o eleitor é um ser que precisa sobreviver.
Barriga, bolso e voto: os instintos que decidem a eleição
A política costuma ser explicada por ideologias, discursos e estratégias partidárias. Mas, no fundo, o voto nasce em um território mais primário e menos sofisticado: o dos instintos humanos. A psicologia ajuda a compreender por que, em períodos de crise ou bonança, o comportamento do eleitor muda radicalmente. Antes de ser militante ou ideológico, o eleitor é um ser que precisa sobreviver.
Trump vai interferir na nossa eleição presidencial?
Sempre que um presidente dos Estados Unidos decide agir de forma agressiva na política externa, surge a mesma pergunta na América Latina: “Isso vai respingar na nossa política?”. No caso de Donald Trump, a dúvida ganha força porque ele costuma tratar assuntos externos como parte da disputa interna dele — e porque sabe usar conflitos como arma de comunicação. Mas é importante entender o que significa “interferir” numa eleição hoje. Em geral, não é “mexer na urna”.
Trump vai interferir em nossa eleição presidencial?
Sempre que um presidente dos Estados Unidos decide agir de forma agressiva na política externa, surge a mesma pergunta na América Latina: "Isso vai respingar na nossa política?". No caso de Donald Trump, a dúvida ganha força porque ele costuma tratar assuntos externos como parte da disputa interna dele — e porque sabe usar conflitos como arma de comunicação. Mas é importante entender o que significa "interferir" numa eleição hoje. Em geral, não é "mexer na urna".
Trump, o 'Luís XIV' da era digital e sua influência
Há quem enxergue em Donald Trump um presidente; outros, um personagem. Nos últimos dias, ele parece querer ser as duas coisas ao mesmo tempo: governante e espetáculo. Ao rebatizar a velha Doutrina Monroe como "Doutrina Donroe" — um trocadilho que carimba no próprio nome a ideia de que o hemisfério ocidental teria um dono — Trump não apenas provoca. Ele assina em letras garrafais uma concepção de poder: personalista, performática e transacional.
Os eixos que balizarão a campanha presidencial
A campanha presidencial de 2026 começa a se desenhar muito antes do calendário oficial. Como ocorre em ciclos de alta polarização, os grandes temas do debate público vão se consolidando de forma antecipada, orientados menos por programas detalhados e mais por percepções, medos, expectativas e sentimentos difusos do eleitorado. Já é possível identificar os principais eixos temáticos que estruturarão a disputa e servirão de referência para estratégias, discursos e narrativas dos candidatos.
A crise de credibilidade no Brasil e os caminhos para 2026
Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor emérito da ECA-USP e consultor político O Brasil fecha o ano de 2025 em sua pior posição histórica no Índice de Percepção da Corrupção, caindo para 107º entre 180 países, e abrindo as cortinas de 2026 sob uma teia de escândalos, tensões e controvérsias.
Tempestades, dívidas e urnas: O Brasil diante de 2026
O fim de ano se aproxima sob o impacto de chuvas torrenciais que castigam diversas regiões do país, revelando a fragilidade histórica da infraestrutura urbana e a incapacidade crônica do poder público de prevenir tragédias anunciadas. Mas, para além das águas que transbordam rios e invadem cidades, o Brasil enfrenta um outro dilúvio — o das incertezas políticas e econômicas, que se acumulam no horizonte nacional. No plano político, o cenário permanece rigidamente polarizado.
A doutrina Monroe, Trump e o Brasil
A constatação é triste: 72% da população mundial vive hoje em países não democráticos, ditaduras ou autocracias eleitorais. Na última década, as ditaduras subiram de 22 para 33, enquanto os sistemas democráticos caíram de 44 para 32.
Doutrina Monroe, Trump e os desafios para o Brasil
A reativação explícita da Doutrina Monroe que o governo Donald Trump divulgou na semana passada recoloca a América Latina no centro da disputa geopolítica global. Como se recorda, a Doutrina Monroe foi formulada há mais de dois séculos, em 1823, e agora, no governo Trump, deve "retomar" seus princípios no relacionamento com a América Latina.
O mundo mais autoritário
A constatação é triste: 72% da população mundial vive hoje em países não democráticos, ditaduras ou autocracias eleitorais. Na última década, as ditaduras subiram de 22 para 33, enquanto os sistemas democráticos caíram de 44 para 32.
Comunicação governamental: pública ou política?
O orçamento de publicidade do governo federal em 2025, referente à divulgação das ações dos ministérios, subiu mais de 70% na comparação com o orçamento de 2022, último ano de Bolsonaro na presidência. Teve uma disparada para R$ 876 milhões, superando o orçamento para campanhas de utilidade pública. Dados estão disponíveis no Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU), e exclui os gastos com propaganda nas estatais. Segundo projeção publicada pela "Folha de S.
A nova onda autoritária
O populismo autoritário se espraia em diversas regiões do mundo, sob uma avalanche de vitórias obtidas por partidos da direita. Em 2024, das 63 eleições realizadas no mundo, 27 foram conquistadas por candidatos da direita, com destaque para Trump (EUA), Putin (Rússia) e Modi (Índia).
Geração Z: entre o desencanto e a busca por sentido
Desemprego, afastamento da política, frustração, desilusão e descrédito nas instituições são traços que atravessam a juventude em todos os continentes. A geração Z, nascida entre 1997 e o início de 2010, está impulsionando mudanças disruptivas em diversas áreas. É a primeira a viver inteiramente na era digital — hiper conectada, globalizada e, paradoxalmente, profundamente insegura quanto ao futuro.
Geração Z: entre o desencanto e a busca por sentido
Desemprego, afastamento da política, frustração, desilusão e descrédito nas instituições são traços que atravessam a juventude em todos os continentes. A geração Z, nascida entre 1997 e o início de 2010, está impulsionando mudanças disruptivas em diversas áreas. É a primeira a viver inteiramente na era digital — hiper conectada, globalizada e, paradoxalmente, profundamente insegura quanto ao futuro.
Os caminhos do PT
No primeiro semestre de 2026, o PT fará um congresso partidário para definir seu rumo. Discutirá mudanças em seu funcionamento e programa partidário. O evento será a largada para a campanha à reeleição de Lula.
A seca na seara dos valores
O processo civilizatório se assemelha a uma régua que mede a evolução de costumes, princípios e valores, avanços e retrocessos. A régua está a mostrar, hoje, uma era de retrocessos, com a decadência moral (a libertinagem), a regressão social (as novas gerações são menos respeitosas ou educadas do que as anteriores), a perda de valores e a crença de que princípios como família, autoridade e religião estão sendo enfraquecidos.
A SECA NA SEARA DOS VALORES
O processo civilizatório se assemelha a uma régua que mede a evolução de costumes, princípios e valores, avanços e retrocessos. A régua está a mostrar, hoje, uma era de retrocessos, com a decadência moral (a libertinagem), a regressão social (as novas gerações são menos respeitosas ou educadas do que as anteriores), a perda de valores e a crença de que princípios como família, autoridade e religião estão sendo enfraquecidos.
O livro do amanhã
Um livro que sente? Perguntei à Inteligência Artificial como será o livro do futuro. Ficara impressionado com a leitura de um ensaio na Folha de São Paulo sobre Escrita Artificial (FSP, 5/10/2025), de Rodrigo Tavares, professor catedrático na NOVA School of Business and Economics, em Portugal, onde o mestre apresenta quatro hipóteses sobre o livro do amanhã. Queria conferir as abordagens com a IA. A primeira abordagem do professor Tavares, a mais provável, segundo ele, é a da coautoria.
O livro do amanhã
Um livro que sente? Perguntei à Inteligência Artificial (IA) como será o livro do futuro. Ficara impressionado com a leitura de um ensaio na "Folha de S. Paulo" sobre Escrita Artificial (5/10/2025), de Rodrigo Tavares, professor catedrático na Nova School of Business and Economics, em Portugal, no qual o mestre apresenta quatro hipóteses sobre o livro do amanhã. Queria conferir as abordagens com a IA. A primeira abordagem do professor Tavares, a mais provável, segundo ele, é a da coautoria.
O pêndulo ideológico no Brasil e no mundo
A eleição de 2018 marcou um dos momentos mais impactantes da nossa política recente: a ascensão de um discurso conservador que galvanizou milhões de eleitores e rompeu a hegemonia progressista. Hoje, com aquele protagonista central fora do jogo eleitoral por condenações judiciais, mas ainda exercendo influência, o campo da direita busca novas lideranças para manter seu espaço.
A pirâmide, o losango e a pêra
Por décadas, a estratificação de classes no Brasil foi tradicionalmente representada por uma pirâmide social – ou triângulo – indicando a enorme desigualdade existente. Essa metáfora refletia uma realidade em que uma minoria concentrava renda no topo (classes A e B) e a vasta maioria de baixa renda compunha a base larga da sociedade. No início dos 2000, cerca de dois terços da população brasileira encontravam-se nas classes D e E, as faixas de menor renda.
A pirâmide, o losango e a pera
Por décadas, a estratificação de classes no Brasil foi tradicionalmente representada por uma pirâmide social – ou triângulo – indicando a enorme desigualdade existente. Essa metáfora refletia uma realidade em que uma minoria concentrava renda no topo (classes A e B) e a vasta maioria de baixa renda compunha a base larga da sociedade. No início dos 2000, cerca de dois terços da população brasileira encontravam-se nas classes D e E, as faixas de menor renda.
Violência política ameaça a Democracia
O assassinato do influenciador norte-americano Charlie Kirk em 10 de setembro passado, atingido por um tiro enquanto discursava em uma universidade de Utah, gerou repercussão mundial imediata e bastante dividida: seguidores inflamaram sua imagem de mártir e aproveitaram para atacar a esquerda; simpatizantes desta apontaram o discurso radical de Kirk como combustível para o próprio ataque; e mediando a guerra de narrativas, surgiram apelos por moderação.
Violência política ameaça a democracia
O assassinato do influenciador norte-americano Charlie Kirk em 10 de setembro passado, atingido por um tiro enquanto discursava em uma universidade de Utah, gerou repercussão mundial imediata e bastante dividida: seguidores inflamaram sua imagem de mártir e aproveitaram para atacar a esquerda; simpatizantes desta apontaram o discurso radical de Kirk como combustível para o próprio ataque; e mediando a guerra de narrativas, surgiram apelos por moderação.
Análise dos cenários políticos no Brasil
Os horizontes de 2026 começam a tomar forma no país. Lula e Tarcísio surgem como os dois contendores mais viáveis para vencer o pleito eleitoral de outubro. Qual dos dois teria melhores condições de subir a rampa do Planalto? Lula, se a economia estiver bombando; Tarcísio, se mantiver o discurso moderado e mostrar resultados de peso na alavancagem da infraestrutura do Estado de São Paulo. .
Salvadores da pátria e estado espetáculo
ARTIGOS A dependência quase exclusiva de big techs internacionais cria vulnerabilidade que poucas empresas mensuraram em seus planos de risco Durante muitos anos, falar em soberania de dados soava como um debate distante, quase acadêmico. Afinal, as grandes provedoras globais sempre entregaram serviços de altíssima disponibilidade e resiliência. O que poderia dar errado? Até recentemente, a maioria dos executivos de tecnologia responderia: nada. Entretanto, o cenário mudou.
Os "salvadores da pátria" e o Estado-espetáculo
O que Milei, Lula, o falecido ditador de Uganda, Idin Amin Dada, e o Caudilho da Espanha, Francisco Franco, têm em comum? Pois é, um governante da direta, outro da esquerda, um dos mais sanguinários ditadores da história e o ex-mandachuva espanhol têm um encontro marcado na porta do céu. Os quatro, em seu tempo de governança, consideram-se (consideravam-se) enviados de Deus para “salvar” seus países. Sinal dos tempos.
A decadência da democracia Norte-Americana
“Tomara que você seja deportado: uma viagem pela distopia americana”, livro do jornalista Jamil Chade, lançado recentemente, é o retrato mais agudo da decadência dos EUA.
Opinião - Gaudêncio Torquato: Benefícios e riscos do reconhecimento facial
Em artigo nesta Folha, o jornalista Cesar Camasão levantou uma questão que tem sido objeto de debate entre especialistas e cientistas sociais, entre os quais o filósofo italiano Norberto Bobbio. Camasão faz a mesma pergunta-chave feita por Bobbio em 1984: "Quem controla os controladores?".
A infância roubada
ARTIGOS A efetividade do programa de compliance como seguro contra perdas futuras e diferencial competitivo Em um cenário de fiscalização intensa e competição acirrada por contratos públicos, o compliance deixou de ser apenas um requisito regulatório. Hoje, ele é ferramenta estratégica para proteger receita e garantir continuidade de negócios.
adultização e seus impactos no Brasil
No Brasil, a infância tem sido abreviada por duas forças opostas, mas complementares: a pobreza estrutural e a cultura do consumo midiático. De um lado, milhões de crianças são obrigadas a assumir responsabilidades adultas cedo demais, cuidando de irmãos, ajudando no sustento da casa ou, simplesmente, sendo empurradas para o trabalho infantil.
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