Luís Marques
As seen in:
MSN,
Nature,
MDPI,
Observador,
Poder360,
Expresso,
Dialnet - Universidad de La Rioja,
Eurasia Review,
Preprints.org,
Dinheiro Vivo
and
Is this you? As a journalist, you can create a free Muck Rack account to customize your profile, list your contact preferences, and upload a portfolio of your best work.
Claim your profile
Articles by Luís Marques
Eu, proprietário, me confesso
Compreendo os protestos dos jovens pelo direito à habitação. Entre utopias, delírios e outros aproveitamentos políticos, há ali uma revolta justa
O que ensina a privatização da TAP?
O Governo já anunciou a decisão sobre o vencedor da venda de uma participação de 44,9% do capital da TAP. Para o que me interessa, o vencedor é secundário. Estavam em disputa dois grandes grupos europeus, a Air France e a Lufthansa, e eu sempre defendi que o destino da TAP seria integrar o processo de consolidação do transporte aéreo na Europa. Cumpre-se agora esse destino, após 26 anos, repito, 26 anos, desde a primeira tentativa de venda à Swissair, no já longínquo Governo de António Guterres.
Whom Do University-Based Geoscientists Recognize as Important to the Study of Portuguese Geology? A Purposive Expert Nomination Survey across Seven Chronological and Thematic Domains
Submitted: 02 October 2026 You are already at the latest version Recognition of past and present figures among the members of a scientific community is one ob-servable trace of disciplinary memory, but it is not the same as historical influence. This article reports a purposive, single-round expert nomination survey of geoscientists working in Portugal.
Superlattice Engineering in Relaxor Ferroelectric-based Capacitors for Ultra-Highly Efficient Recoverable Energy Storage Density
|
Abstract In this work, we show that superlattice engineering, through the combination of relaxor ferroelectric 0.5Ba(Zr0.2Ti0.8)O3−0.5(Ba0.7Ca0.3)TiO3 and paraelectric SrTiO3 layers, is a powerful approach to simultaneously optimize energy density and efficiency of recoverable energy storage at low applied electric fields, outperforming both single layer 0.5Ba(Zr0.2Ti0.8)O3−0.5(Ba0.7Ca0.3)TiO3 thin film and other lead-free ferroelectric and relaxor ferroelectric thin film capacitors.
By Ampattu R. Jayakrishnan, Duarte Ribeiro, Jingye Zou, Surya Nair, Raluca Negrea, Michael Belsley, Bernardo Almeida, Mario Pereira, Mário Augusto Pereira, Judith MacManus-Driscoll, Ignasi Fina, Florencio Sánchez, Luís Marques, Jose Silva, José Silva, Matilde M. G. S. Oliveira, Marian C. Istrate, Manuel J. L. F. Rodrigues
|
Nature
Verified
A campanha eleitoral já começou?
Faltam exatamente três anos para as próximas eleições legislativas, se nada acontecer até lá. Aquilo que devia ser estabilidade parece uma eternidade. Para muitos, é mesmo. Mário Centeno, por exemplo, a esta distância, está preocupado com o facto de os portugueses não terem em quem votar. O que é estranho, sendo ele um declarado apoiante do Partido Socialista. Para além disso, partidos não faltam. Tanto à esquerda, como à direita. E mais virão, entretanto, como por aí se anuncia.
A armadilha fiscal
O ano começou com apelos à prudência fiscal, com a OCDE a recomendar cuidado com novas medidas de natureza expansionista. Miranda Sarmento anunciou uma gestão “prudente, realista e transparente”. A contenção parecia ser a nova orientação governamental, depois dos generosos compromissos orçamentais assumidos com professores, polícias, militares, enfermeiros e pensões, entre outros. O ano vai terminar com Luís Montenegro a protagonizar uma nova vaga de generosidade orçamental.
E depois do PRR?
Conheço uma praça de táxis construída com 300 mil euros de fundos comunitários. Sei de um cinema fechado há anos que continua fechado depois de o PRR ter financiado a digitalização do equipamento de projeção. Dizem-me que há vários exemplos de centros de saúde construídos ou reformulados sem necessidade real, sem médicos nem enfermeiros. Oiço na rádio apelos de prevenção contra os fogos florestais pagos pelo PRR.
Who Shaped Portuguese Geology? Consensus Rankings of the Most Influential Geoscientists Across Seven Chronological and Thematic Domains
This version is not peer-reviewed. Jorge Bonito *,Betina Lopes,Luís Marques,António Soares de Andrade Jorge Bonito *,Betina Lopes,Luís Marques,António Soares de Andrade You are already at the latest version The disciplinary memory of a scientific community, the collective recognition of the researchers who have most contributed to a field, is a sociologically relevant yet underexplored dimension of Earth sciences.
O regresso do velho socialismo
O pai da química moderna, o francês Antoine Lavoisier, deixou-nos uma das mais citadas frases de sempre: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Pode dizer-se o mesmo da política, mais coisa menos coisa. A criatividade é rara e as novidades vão surgindo por transformação do que se julgava perdido. É o caso do socialismo, do velho socialismo, agora em processo de recuperação nos Estados Unidos e no Reino Unido.
As sombras de Miranda Sarmento
Joaquim Miranda Sarmento é seguramente um dos mais discretos ministros das Finanças da democracia portuguesa, o que é uma qualidade e não um defeito. O protagonismo de alguns acabou mal e, em quase todos os casos, não melhorou o respetivo desempenho nem o do Ministério das Finanças. O discreto Miranda Sarmento perde no protagonismo, mas vence de forma clara e surpreendente no escrutínio.
Financial Market Reforms Could Lift Europe’s Growth – Analysis
Europe’s fragmented financial markets are holding back innovation and growth: National barriers in banking, deposit insurance, insolvency rules, and pension/insurance regulations limit cross-border capital flows, making it harder for startups and innovative firms to scale. Targeted financial reforms could significantly boost EU GDP: Moderate steps to ease cross-border banking could add ~2% to long-term GDP; combining this with venture capital and pension reforms could push gains close to 3%.
A exuberância soberana
Mal refeito das atribulações vividas com o “pacote laboral”, Luís Montenegro decidiu surpreender o país, e provavelmente o mundo, com a criação de um fundo soberano. Até há pouco tempo, um fundo soberano era uma excentricidade de países ricos. Normalmente com muito petróleo. É o caso da Noruega, que tem o fundo mais bem-sucedido de todos. Ou dos países árabes, que não sabem o que fazer ao dinheiro. Ou da China, que tem os maiores excedentes do mundo. Portugal não tem petróleo. Nem é um país rico.
Os gastos e rendimentos financeiros reportados pelas entidades cotadas em Portugal
Os gastos e rendimentos financeiros reportados pelas entidades cotadas em Portugal Autores: Fabio Albuquerque, Antonio Carrano, Luis Marques Localización: Suma de Negocios, ISSN-e 2027-5692, ISSN 2215-910X, Vol. 9, Nº. 19, 2018, págs.
O exemplo de Alexandre Soares dos Santos
No final da vida, Alexandre Soares dos Santos formulou o desejo de não ter nenhum trabalhador com um rendimento inferior a mil euros mensais. Nessa altura, o salário mínimo estava bem abaixo dos atuais 920 euros, pelo que a concretização do desejo representava um custo elevado para as finanças do grupo Jerónimo Martins/Pingo Doce, afetando a sua rentabilidade. Apesar de muitas dúvidas e algumas resistências, a medida foi concretizada, sem problemas de maior.
Dopant-vacancy synergy effects on ferroelectric La-doped ZrO 2
Abstract Heterovalent doping of ferroelectric materials is a fundamental tool to optimize their properties. In ZrO2 and HfO2-based materials, La doping has proven particularly effective in stabilizing the polar orthorhombic (o-) phase and in enhancing the overall ferroelectric properties. However, a full understanding of the effects of doping and associated charge compensation on ferroelectric properties is still lacking.
A caça aos super-ricos
Chamam-lhe Mobilização Progressista Global, ou só Internacional Progressista. Reunida recentemente em Barcelona, propõe-se salvar a economia mundial com uma medida tão surpreendente como previsível: taxar os super-ricos. A iniciativa é do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, um contorcionista político que desde 2022 não consegue aprovar um Orçamento no seu próprio país.
O 28.º Estado europeu
A escritora Mary Shelley tinha apenas 18 anos quando, no início do século XIX, conseguiu a imortalidade com “Frankenstein”, um livro que foi passado ao cinema no século seguinte e aterrorizou gerações. Descreve uma criatura que foge ao controlo do seu criador, um cientista louco, fenómeno muito comum atualmente. Basta olhar para os Estados Unidos, governados por um líder enlouquecido. Ou para os perigos da inteligência artificial.
O pobre PIB português
Ainda o ministro Joaquim Miranda Sarmento festejava um excedente orçamental bem acima do previsto e já Cavaco Silva atirava um balde de água fria sobre os justificados festejos governamentais. Em ensaio no Expresso da semana passada escreveu o ex-Presidente: “Portugal só deixará de ser relativamente pobre a crescer 3% a 4% ao ano.” Já o tinha dito, quando Luís Montenegro estava a dar os primeiros passos como primeiro-ministro, faz esta semana dois anos.
O algodão espanhol
As relações institucionais entre os velhos inimigos ibéricos vivem uma inédita lua de mel. Marcelo foi despedir-se ao Palácio Real de Madrid na sua última viagem oficial. O rei retribuiu marcando presença na tomada de posse de Seguro. Melhor seria impossível, após oito séculos de guerras, ressentimentos e uma crónica desconfiança mútua. O manto diáfano da diplomacia esconde, no entanto, uma verdade incómoda na economia. Portugal está a ser dominado por Espanha.
O Irão vale bem uma guerra
Tudo indica que a economia mundial resistirá melhor ao estertor do repressivo regime teocrático iraniano do que ao seu nascimento. Entre 1978 e 1979, a revolução que conduziu à usurpação do poder pelos aiatolas provocou o chamado segundo choque petrolífero. O barril de crude aumentou 165% com a consequente subida generalizada de preços, inflação superior a dois dígitos e várias recessões na década seguinte, incluindo nos Estados Unidos.
O Serviço de Instalações e Equipamentos como pilar do funcionamento hospitalar
02 março 2026, segunda-feira Dispositivos MédicosInstalaçõesManutençãoOutros Serviços de Apoio FOTO STUDIO F22 RICARDO ROCHA/ SHUTTERSTOCK O funcionamento eficiente e eficaz de um hospital moderno depende de muito mais do que a qualidade do ato clínico. Por detrás da atividade assistencial existe uma infraestrutura técnica complexa, intensiva em tecnologia e recursos, cuja disponibilidade, segurança e fiabilidade são determinantes para assegurar a continuidade dos cuidados de saúde.
Do PRR ao PTRR: a última oportunidade?
Uma normalidade triste e resignada vai chegando aos confins do concelho do Pombal. A água regressou aos canos quatro dia depois da “Kristin” ter passado por aqui, mas continua com falhas pontuais. O telefone deu sinal de vida ao fim de uma semana, mas as intermitências continuam. A energia elétrica levou dez dias a substituir o gerador, com frequentes apagões. Passaram três semanas e ainda não há internet nem televisão, nem nos dizem quando isso acontecerá.
Carta à natureza
Até consigo perceber que estejas zangada com as malfeitorias dos homens. São inúmeras e aberrantes. Concedo. A ocupação das linhas de água. A ausência de ordenamento. A construção anárquica, horrorosa e de má qualidade. O conflito entre espaços urbanos e espaços rurais, entre a ganância do negócio e o fundamentalismo ambiental. Homem e natureza de costas voltadas. Uma guerra sem sentido.
E se Passos Coelho tivesse concorrido?
O que se segue é um exercício obviamente inútil destinado a baralhar ainda mais as mentes inquietas com o resultado da primeira volta das eleições presidenciais. O exercício consiste numa pergunta muito simples: e se a cara de Passos Coelho estivesse incluída no interminável boletim de voto com qual os portugueses colocaram António José Seguro e André Ventura na segunda volta? No fundo, trata-se de juntar mais uma cara às duas que lá estavam e não deviam estar.
O embaraço presidencial
Num dos episódios iniciais da excelente série “The Crown” acompanhamos o embaraço da jovem rainha Isabel II com a falta de preparação para falar com Winston Churchill, primeiro-ministro aquando da sua coroação, em 1953. Como todos os seus antecessores, ela não tinha frequentado a universidade. Os seus filhos foram os primeiros a fazê-lo.
A tentação colonial
A nova situação internacional tem sido comparada a uma espécie de regresso à doutrina da Guerra Fria, assente em zonas de influência de grandes potências. Na realidade, depois do discurso de Donald Trump após a captura do ditador Nicolás Maduro, assemelha-se mais a um regresso ao colonialismo imperial, que teve o seu apogeu no século XIX. Na altura disputavam-se matérias-primas para alimentar o capitalismo nascente.
A nova “exuberância irracional”
O mundo dos negócios e da economia muda de ano saltitando entre bolhas especulativas. Um fantasma que paira sobre 2026: alguma delas rebentará? Há opiniões para todos os gostos. Uns dizem que é inevitável, outros que não. As bolhas formam-se quando o preço de um ativo excede o seu valor real. Isso está a acontecer. Nas bolsas. Nas criptomoedas. Em algumas matérias-primas. Se fosse um país, a Nvidia estaria entre as cinco maiores economias do mundo, à frente da Inglaterra, da França ou da Itália.
Nuno Loureiro e o regresso do nuclear
O horrível assassínio do cientista português Nuno Loureiro é uma enorme perda para uma das áreas de investigação mais prometedoras das energias do futuro. O laboratório que dirigia no MIT está na vanguarda do desenvolvimento da fusão nuclear e da física de plasma, tecnologias centrais na futura produção de energia de fusão limpa. Uma revolução que pode mudar o mundo. Infelizmente Nuno Loureiro não estará entre nós quando esse momento chegar, mas a sua genialidade não será esquecida.
Notícias dos oásis
Saíram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos à emigração permanente e não permanente em 2023. Registam um aumento de 14% relativamente ao ano anterior, fixando-se em 81.426 saídas. É a maior subida desde 2018, coincidindo com o grande afluxo de imigração. Os dois movimentos cruzam-se, mas não se excluem. Até aqui nada de novo. A emigração é um fenómeno transversal na Europa, incluindo a rica Alemanha.
A Europa no fio da navalha
A Europa está no fio da navalha. Em risco existencial, talvez. De identidade, sem dúvida. Excluída das negociações entre a Ucrânia, América e Rússia, onde não tem assento direto. Atacada rudemente pelo seu mais importante aliado e protetor, que a acusa de fraca e decadente. A Europa vive um momento essencial da sua existência, onde as ameaças externas só têm paralelo nas divisões internas. Menos faladas, mas não menos perigosas.
Quem tem medo da greve geral?
A luta de classes está de volta à política portuguesa. No plano sindical com a convocação de uma greve geral pelas duas centrais sindicais. No plano político pelo regresso do Bloco de Esquerda à barricada anticapitalista, esgotadas a cartilha das causas identitárias, flotilhas humanitárias e outros devaneios. Instalou-se assim um cheirinho a “processo revolucionário em curso”, onde até Paulo Raimundo parece um homem novo, acreditando que desta vez é que é.
A ilusão de Gonçalo Matias
É muito difícil de explicar o efeito que o exercício do poder exerce no cérebro de pessoas inteligentes, bem preparadas e aparentemente sensatas, oriundas da chamada sociedade civil. O surpreendente desempenho de Gonçalo Matias na Web Summit, o caso mais recente desse estranho fenómeno, já foi suficientemente glosado sob muitas perspetivas, incluindo a humorística. Há, no entanto, uma parte que merece ser revisitada, de tão inesperada que foi.
Porque a economia não cresce 3%?
No meio de tanto entusiasmo, tanta energia, tanto futuro glorioso e tecnológico, o Web Summit teve momentos de pura nostalgia. Um deles foi protagonizado por Miranda Sarmento quando afirmou que a economia portuguesa devia crescer 3%. Miranda Sarmento já o tinha dito ainda não era ministro. Mais otimista, nessa altura, garantiu que não seria difícil atingir essa meta com as políticas certas. Não foi o único a partilhar essa visão esperançosa.
Em busca do investimento perdido
Apesar dos sobressaltos políticos e incertezas internacionais, as nossas empresas investem, exportam e fazem progredir o país.” Gostaríamos muito que esta frase tivesse sido dita em Portugal, quando se soube dos bons resultados económicos do terceiro trimestre deste ano. Mas, não foi. A frase foi ouvida em França, que também registou resultados surpreendentemente positivos. O autor chama-se Romand Lescure e é o ministro da Economia do periclitante Governo francês.
A falência moral no SNS
Há um número que vale a pena fixar para entender o que se passa no Serviço Nacional de Saúde (SNS): 940 milhões de euros. Foi esta a verba paga até agosto em horas extraordinárias e trabalhos à tarefa: 781 milhões nas primeiras e 161 milhões nos segundos. Se o ritmo continuar nos restantes cinco meses de 2025, o SNS pagará em trabalho suplementar e prestação de serviços cerca de 1,4 mil milhões de euros, o dobro de 2024, ano em que as duas rubricas juntas somaram 695 milhões de euros.
Experimental Planning for Production of β-D-Glucan, Purification and Fluorescence Properties from Basidiomycete Strains
This version is not peer-reviewed. Luis Marques,Amin Karmali * Luis Marques,Amin Karmali * Submitted: 03 November 2025 You are already at the latest version Fruit and coffee industries are responsible for huge quantities of agro-industrial wastes which is of great environmental and public health concern.
O último dos Orçamentos
O Orçamento do Estado de 2026 é o princípio do fim de um ciclo de abundância. De recursos financeiros inéditos com o PRR, uma ‘bazuca’ de 22 mil milhões de euros. E de uma conjuntura económica excecional pela conjugação do turismo, da imigração e da inflação. O PRR termina precisamente em 2026. O turismo não tem como crescer muito mais. A imigração tornou-se um problema político e social. E a inflação é uma incógnita.
Francisco Balsemão, jornalista, empresário dos media
Francisco Pinto Balsemão era o melhor de todos nós, jornalistas. Outros falarão do político corajoso quando a coragem se pagava caro. Antes dos 25 de Abril contra a ditadura e depois contra a tutela militar e outras derivas autoritárias. Do social-democrata convicto, do político moderado, do defensor da liberdade, do homem de cultura, do prestígio internacional justamente conseguido pelas muitas causas que abraçou.
Autárquicas: notas de campanha
Uma amizade antiga e forte fez de mim mandatário da recandidatura de Pedro Pimpão à Câmara de Pombal, que venceu em toda a linha. Na Câmara, na Assembleia Municipal e em todas as freguesias. Na minha opinião, e de quase 60% dos meus conterrâneos, o Pedro merece fazer um segundo mandato. Foi uma experiência breve, pontual, mas muito instrutiva. Há muita coisa a mexer no poder autárquico, coisas boas, que valem um testemunho para recordar quando um dia aparecerem as más.
Um dia no Banco de Portugal
Confirma-se. Álvaro Santos Pereira é mesmo “um reformista no Banco de Portugal”, como escrevi há duas semanas. Na tomada de posse da passada terça-feira não deixou créditos por mãos alheias. A longa permanência como economista-chefe na OCDE não o mudou. Pediu “reformas estruturais para estimular a atividade económica”, como defendeu antes e depois de ter sido ministro da Economia, vai para uma década.
A crise do socialismo democrático
José Luís Carneiro esforça-se, e esforça-se muito, para disfarçar a crise do socialismo democrático, mas é um esforço inglório. Carrega uma herança pesada, um partido dividido, uma guerra civil ideológica, ajustes de contas por fazer. É um moderado entre radicais, num partido que convive mal com a oposição. Quando está no poder e sobretudo quando é ele próprio oposição. José Luís Carneiro tenta fazer a quadratura do círculo, para evitar a desagregação do partido.
Um reformista no Banco de Portugal
É muito injusto resumir a passagem de Álvaro Santos Pereira pelo Governo de Passos Coelho, entre 2011 e 2013, à proposta de internacionalização do pastel de nata. Tem piada, mas ele fez muito mais do que isso. Tentou reformar. A palavra reformar é mesmo a mais usada na sua bibliografia, com mais de 20 anos. Depois de sair do Governo escreveu um livro inevitavelmente intitulado “Reformar Sem Medo”, que é um verdadeiro libelo à dificuldade de reformar em Portugal.
Onde está Merz?
A pergunta podia ser: onde está Macron, perdido numa crise sem fim? Ou: onde está António Costa, excluído da peregrinação à Casa Branca? Ou ainda: onde está a Europa, o verdadeiro problema? Mas perguntar pelo paradeiro do chanceler alemão é irresistível. Na realidade é piada do momento na Alemanha. Por onde anda o chanceler Friedrich Merz, a grande esperança do renascimento industrial europeu?
O elevador da Glória, as cativações e o mau investimento público
Esperemos que desta vez as promessas sejam cumpridas e que seja conhecido, tão breve quanto possível, o que verdadeiramente causou a tragédia do elevador da Glória. “A culpa não pode morrer solteira”, como disse um dia o agora tão polemizado Jorge Coelho. O que já sabemos, no entanto, é suficientemente grave para servir de alerta para o estado geral dos equipamentos à guarda do Estado.
E porque não falar de emigração?
O meu amigo José Carlos anda um bocado intrigado com as novidades na comunidade portuguesa no Luxemburgo, país para onde emigrou há mais de 50 anos. Ele seguiu a trajetória clássica dos tempos da emigração, “a salto” e da “mala de cartão”. Ajudante de pedreiro, pedreiro, pequeno empresário, muito suor e lágrimas até conseguir um bom nível de vida. Está confortável numa comunidade com 90 mil portugueses, ou 140 luso-luxemburgueses, a maioria com histórias de vida semelhantes à sua.
As terras da ira
O meu avô materno, Joaquim de seu nome, foi um homem de “sete ofícios”. Agricultor, resineiro, moleiro, negociante de azeite, entre outras coisas que lhe permitiram alimentar uma numerosa família. Emigrou várias vezes para França. A primeira a seguir à I Guerra Mundial, que lhe valeu um passaporte. As outras nos anos 60, já com três dos filhos adolescentes. Um outro emigrou para a Venezuela. Homem prevenido, fez uma doação em vida para evitar a “guerra das partilhas”.
E tudo o fogo levou
Conheço muito bem a dor e o desespero dos portugueses que há cerca de três semanas lutam com as chamas. Em 2022, a aldeia onde tenho casa esteve cercada por três frentes de fogo, nos grandes incêndios que fustigaram os concelhos de Ansião, Pombal, Ourém e Leiria. Temi o pior, sobretudo quando os bombeiros começaram a ser pressionados para retirar. Não o fizeram e, com a entreajuda de vizinhos, conseguiu-se controlar o pânico instalado.
Saudades das selfies
Longe vão os tempos do Marcelo “paz e amor”, o Presidente dos afetos, que fez da selfie uma poderosa e inesperada arma política. Um país martirizado por quatro anos de dura austeridade entregou-se ao novo estilo presidencial com entusiasmo e alguma volúpia, uma forma alegre de fingir que o país estava a melhorar. Embalado pela popularidade, Marcelo concretizou um “bloco central” com António Costa, para grande irritação da direita e manifesta satisfação da esquerda coligada na ‘geringonça’.
Terrível mês de agosto
Agosto chegou, os termómetros subiram, a humidade baixou e uma estranha sensação de perigo invade o interior do país. Sob um sol inclemente, os sinais de alerta vêm com o som apocalíptico dos helicópteros, uma fumarada por enquanto longínqua, a sirene de bombeiros com pressa de chegar a um sítio qualquer.
Show More
loading
Actions
Is this you?
As a journalist, you can create a free Muck Rack account to customize your profile, list your contact preferences, and upload a portfolio of your best work.Get in touch with Luís
Contact Luís, search articles and posts on X, monitor coverage, and track replies from one place.
Learn more about Muck Rack