Sala cheia a obrigar à organização de sessão dupla. O mesmo problema da má conceção arquitetónica das filas. O tempo do cinema é outro que não o tempo seco e frio da passagem do contador do relógio. É um tempo simultaneamente de evasão e de imersão. Escapamos ao tempo cronometrado, ao tempo impaciente, evadindo-nos através da imersão na narrativa do filme. O tempo do cinema é o tempo da duração dos seus filmes, o tempo como espessura de sentido.